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A música inesquecível de Isaac Hayes

Isaac Hayes interpreta "Shaft", música que ganhou o Oscar em 1971

Alguns compositores ficam identificados para sempre por uma determinada música, embora tenham feito uma infinidade de sucessos durante a carreira.

É o caso de Isaac Hayes, que morreu na madrugada deste domingo, na cidade de Menphis, estado do Tennessee, aos 65 anos (completaria 66 dia 20/8).

O cantor foi o primeiro artista afro-americano a ganhar um Oscar de melhor canção original, que foi composta para o filme "Shaft", de Gordon Parks.

Atenção: não confundir com a refilmagem de "Shaft", realizado em 2000, dirigido por John Singleton, com Samuel L.Jakson no papel principal.

Em 1971, a música composta por Hayes se tornou um espetacular hit pop. O sucesso foi tal que Isaac Hayes também ganhou o Globo de Ouro e o Grammy.

Parece que foi ontem.

Cenas do filme "Shaft", o filme original, dirigido por Gordon Parks

centro_portoalegre

Centro de Porto Alegre: revitalização é tema de debate na campanha

Como era esperado de um jornal que possui em seu quadro editorial profissionais atentos à ética, como o diretor de Redação, Marcelo Rech, de Opinião, Nilson Souza, afora Paulo Sant’Anna, David Coimbra, Ricardo Stefanelli, Diogo Olivier, Dione Khun, Carlos Wagner, Nilson Mariano, Olyr Zavaschi, Mauro Torales, Marcio Pinheiro, entre tantos outros, tinha certeza de que Zero Hora não deixaria de suitar a matéria "A nova cara do centro", com tendência à propaganda eleitoral do prefeito, à medida em que repetia a velha promessa de campanha feita pelo então candidato José Fogaça, em 2004 (veja aqui).

Era inevitável, como reza a norma editorial, que o assunto fosse abordado pelos adversários, concorrentes, pois a matéria publicada em ZH informa em seu início, que "…a Prefeitura de Porto Alegre promete iniciar até dezembro o programa Viva o Centro", que prevê a revitalização da área central da cidade".

Ora, como o segundo turno (que provavelmente ocorra) será realizado no dia 26 de outubro - último domingo daquele mês, conforme determina a regra eleitoral - o atual governo divulgou a inauguração de um programa cujas obras  serão executadas pela próxima gestão, que poderá não ser mais de Fogaça.

Por que a atual administração marca o início de uma obra para o último mês de seu mandato quando teve quatro anos para fazê-lo? E logo por quem, na campanha anterior, criticou as obras inacabadas, como a Terceira Perimetral?

CA20080807p Creio que os próprios autores da idéia (divulgar algo que entregarão sem ter a segurança de que serão os executores) afinal se deram conta de que a manobra foi mal feita, uma vez que a divulgação desta ‘novidade’ ocorre em plena campanha eleitoral (a propósito: esqueci de citar a manchete do Diário Gaúcho, da RBS, também do dia 8: "A nova cara do Centro", em que aparece a maquete da futura área do Chalé da Praça XV - e dedicam toda a página 8 ao assunto, que recebeu o título: "Centro será remodelado").  

Uma gracinha.

Diário Gaúcho: também da RBS

Pois Zero Hora do dia 8 de agosto, com justeza abriu espaço no rodapé da página 62 para repercutir o assunto com os candidatos. Sob a cartola "Porto Alegre" pode-se ler o título "Candidatos questionam revitalização do Centro". Encontram-se as opiniões de, pela ordem, Onyx Lorenzoni, Maria do Rosário, Manuela D’Ávila, Luciana Genro e Nelson Marchezan Júnior. Um só se omitiu.

Curiosamente - e isso dá o que pensar - o autor evitou debater a própria idéia. Vale a pena reproduzir as linhas finais dessa matéria:

"Procurado ontem por ZH, a coordenação de campanha do prefeito e candidato à reeleição, José Fogaça (PMDB), disse que ele não se manifestaria".

Por que não? Alguém pode justificar a razão que leva o prefeito, ou a sua assessoria, a não explicar a razão de lançar o projeto de revitalizar o Centro e anunciar sua inauguração no último mês dos seus quatro anos de mandato?

Terá sido apenas para não desmentir seu folheto de campanha de 2004, em que o então candidato fazia a mesma promessa aos moradores da região?

carroca Se for por isto, não faltará munição a seus opositores, pois todas as promessas serão questionadas, até porque se o bordão  (*) que o elegeu era "fica o que tá bom e muda o que não tá", deveria também mudar a velha forma de fazer política: inaugurar obras em fim de mandato, crítica feita aos  governos do PT e que o elegeram prefeito. É propaganda enganosa?

                                                            Carroças no Centro: ficou por que é bom?

(*) A propósito de bordões eleitorais, dois já concorrem para o pior do ano:

1) Temos que ter a audácia dos sonhos (de José Fogaça, com audácia inaudita);

2) Dize-me com quem andas e te direi quem és (tiro no pé de Maria do Rosário).

Pelo que se vê, os porto-alegrenses devem tomar todos os cuidados para não morrerem de emoção com o espetáculo das Olimpíadas. Por uma razão: dia 19 de agosto começa o horário eleitoral nos rádios e nas TVs. E o bicho vai pegar.

Muito a propósito: o livro-cartilha, escrito pelo jornalista Gilberto Dimenstein, "Como não ser enganado nas eleições" tem um capítulo intitulado "Mentiras, programas e salvadores da pátria". Ele inicia com os seguintes conselhos:
"Duas simples perguntas podem evitar que você faça papel de bobo quando for apresentado a um plano que promete melhorar sua vida:

1) Quanto custa?

2) De onde sai o dinheiro?

São simples, mas você vai perceber que a maioria dos candidatos não conseguirá responder-lhe direito, quando estiver expondo suas promessas."

A sugestão de Gilberto Dimenstein é o que se pode chamar um bom começo.

Ainda bem que começou a Olimpíada


Dualtage halo 3 : Phurion - Fluxy - Autoria de Oemotion-HeimdalL *
 
Até o pessoal da Pública interrompeu seus jogos de guerra para ver o show.
 
* Post dedicado ao gremista Conti, serial killer e futuro campeão brasileiro.

Zero Hora: provinciana ou tendenciosa?

Dois fatos tratados hoje pelo jornal Zero Hora me levam a indagação acima.

Um dia depois de levar um baita furo da Folha de S.Paulo, ZH abre página com matéria intitulada “Lair reconhece que omitiu informações sobre Detran“.
Até aí, tudo bem. Reconhecer o furo é humano e deve ser elogiado.

Prova disto está no intertítulo da própria reportagem, onde pode-se ler:

Lobista sugere que poderá falar sobre compra da casa. A de Yeda, claro.

Mas como não consegue evitar sua tendência de apoiar o governo - qualquer governo - fato que se repete desde que o ex-assessor de imprensa de Médici era o preposto, ZH publica uma segunda matéria, tipicamente provinciana:

Lobista desmente informações de jornal

E inicia o texto tentando desmerecer o material exclusivo de seu concorrente:

O lobista Lair Ferst desmentiu ontem a informação publicada pelo jornal Folha de S.Paulo de que teria acusado a governador Yeda Crusius de ligações com a fraude do Detran e de que teria mudado a versão sobre o escândalo”.

E segue o baile, dando espaço para que o Lair faça uma análise do texto publicado, tipo “o que eu disse foi algo parecido”. Uma clara tentativa de menosprezar o rombo sofrido em vez de valorizar o furo de um concorrente.

Tal atitude não deveria ser permitida a um jornal com a grandeza de Zero Hora. Mas infelizmente ainda acontece, tanto que somente nas três últimas linhas, o vetusto matutino gaúcho limita-se a divulgar textualmente o que segue:

Contatada por Zero Hora, a Folha de S.Paulo disse que “a entrevista foi gravada e a Folha mantém o que foi publicado”.

Ora, qualquer estudante de comunicação sabe que entrevistas com esse conteúdo não são publicadas sem que o jornal esteja cercado de garantias.

São cuidados necessários, tanto que a própria ZH atualmente utiliza o método de submeter as matérias consideras polêmicas ao Departamento Jurídico da empresa, depois de perder diversas ações na justiça e arcar com indenizações.

O perigo atual é que estamos em ano eleitoral, período em que é preciso estar de olho para que a RBS não repita as graves manipulações feitas no passado que resultaram em duas intervenções do TRE, obrigando Zero Hora a parar as rotativas quando suas edições induziam os leitores ao voto em um dos candidatos. A primeira ocorreu no segundo turno das eleições presidenciais de 1989. A segunda, na disputa ao governo do Estado, em 1998. Um fiasco.

Ou seja, todo o cuidado é pouco com o noticiário político de ZH em campanha.

Afirmo e comprovo: a página 57 de ZH de hoje abre com o seguinte título:

A nova cara do Centro“. Leiam a gracinha que é o início da tal matéria:

“Mudar a imagem de uma região que se tornou perigosa, tumultuada e pouco atraente para os olhos da população e dos turistas. Com esse desafio, a prefeitura de Porto Alegre promete iniciar até dezembro o programa Viva o Centro, que prevê a revitalização da área central da cidade.”

A grande maioria não percebe que trata-se de pura campanha eleitoral pela reeleição de Fogaça. Afirmo e provo. Tenho em mãos o panfleto distribuído em 2004 quando ele era apenas candidato a Prefeitura. Comparem os dois textos.

Centro2

Trata-se de um folheto de quatro páginas cuja manchete central (leia acima) é:

Fogaça tem projetos para revitalizar o Centro de Porto Alegre

Vejam a abertura do texto deste folheto de campanha do então candidato:

“Desde o início da campanha, José Fogaça tem demonstrado grande preocupação  em recuperar a auto-estima dos moradores do Centro de Porto Alegre (…) Nos encontros com a população, Fogaça assegura que a revitalização do Centro é um dos principais projetos de seu governo“.

Depois desta leitura comparada, alguém tem dúvida sobre qual candidatura vai ser apoiada, veladamente ou não, para a Prefeitura de Porto Alegre? Eu não!

Lair Ferst bota fogo na casa de Yeda

yeda-casa[1]

Lair Ferst é acusado de ter dado cheque que comprou casa de Yeda

Existe um ditado antigo que diz: "Quem mal não pensa, mal não faz". Pois é.

No post anterior, achei tão criativa e genial a frase que meu amigo Tacho escreveu em seu blog - o PLANETACHO - que a reproduzi. E de lambuja ilustrei com uma charge que ele botou no ar recentemente a respeito.

Em respeito aos eventuais leitores, adicionei o link de duas matérias em que, ao acessá-las, quem estivesse por fora do assunto, logo estaria atualizado.

Mal sabia que a Folha de S.Paulo já circulava com um fantástico furo de reportagem que deixou os principais jornais de Porto Alegre a ver navios.

O título:

"Acusado de desvio no Detran-RS muda versão e envolve Yeda Crusius"

E o olho da matéria informa:

Lair Ferst, que coordenou campanha de tucana, diz que atual gestão reestruturou esquema de fraude.

Empresário negocia com a Procuradoria implicar o primeiro escalão do governo em troca da retirada de parte de acusação contra ele.

Diante da gravidade das acusações, feita por um dos pivôs do desvio de R$ 44 milhões do Detran gaúcho, que envolve pela primeira vez na fraude a governadora Yeda Crusius, rendo homenagem aos autores da matéria ao publicar a íntegra, uma vez que o jornal esgotou nas bancas de Porto Alegre:

ANA FLOR
ENVIADA ESPECIAL A PORTO ALEGRE
GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

O empresário Lair Ferst, acusado de ser um dos pivôs do desvio de R$ 44 milhões do Detran-RS, envolveu ontem pela primeira vez a governadora Yeda Crusius (PSDB) na fraude.
Uma semana depois de se desfiliar do PSDB, Ferst -que ajudou a coordenar a campanha de Yeda em 2006- afirmou em entrevista exclusiva à Folha que foi uma decisão da cúpula do governo reestruturar o esquema de desvio.
O empresário negocia com o Ministério Público Federal e com a Justiça implicar cerca de dez nomes de integrantes e ex-integrantes do primeiro escalão do governo gaúcho, além de pessoas com foro privilegiado, em troca da retirada de parte das acusações contra ele.
Ferst é réu em ação criminal com outras 39 pessoas. Ele responde, entre outras acusações, por corrupção ativa e extorsão. A Folha apurou que essa é a segunda tentativa dele de fazer um acordo. A primeira foi vetada pela Justiça em abril.
As novas informações que Ferst promete acrescentar se referem à chamada "fase dois" da fraude -quando o Detran substituiu, em maio de 2007, a Fatec pela Fundae, ambas fundações ligadas à Universidade de Santa Maria.
As investigações apontam que a troca ocorreu para retirar as empresas da família Ferst do esquema e beneficiar empresas ligadas a integrantes do aliado PP. Mesmo assim, até então, o empresário havia assumido posição de defesa da governadora -negando inclusive qualquer proximidade com a tucana. "Procurei não potencializar essa relação em razão do clima quente do debate político que se travou na CPI [da Assembléia Legislativa], eu não achava que era conveniente servir de munição para a oposição."
Agora, Ferst afirma que era amigo da governadora e que foi recebido mais de uma vez por Yeda depois da posse. Segundo ele, a reestruturação da fraude, com a troca de fundações, foi decisão política do governo. "É público e notório que houve o envolvimento da governadora nesse processo", disse ele.
O empresário afirma que as informações que prestará ao MPF irão envolver pessoas próximas a Yeda. A crise já derrubou cinco integrantes do primeiro escalão, alguns deles citados por réus em grampos realizados pela Polícia Federal na Operação Rodin.
A reavaliação de sua estratégia de defesa ocorreu após o cancelamento do depoimento que prestaria à Justiça Federal no dia 20. Aprovada este ano, a lei 11.689 altera o curso do processo criminal, deixando para a última fase os depoimentos dos réus. Além da razão processual, Ferst mostra-se magoado com o "abandono" de tucanos.
Na semana passada, Ferst foi impedido pela PF de sacar R$ 200 mil em agências bancárias de Porto Alegre. Ele diz que o dinheiro é lícito e que vai acionar judicialmente a PF pelos abusos que afirma ter sofrido.

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Lair revela envolvimento da governadora na fraude 

 Segunda retranca da matéria da Folha de S.Paulo, com o seguinte título:

"É notório o envolvimento da governadora"

Leia abaixo os principais trechos da entrevista em que o empresário Lair Ferst envolve governadora Yeda Crusius (PSDB) em fraude:

FOLHA - A troca de fundações foi fruto de decisão do governo?
LAIR FERST
- Não seria possível essa mudança sem orientação política de governo, sem respaldo político.

FOLHA - Do alto escalão?
FERST
- Do governo como um todo, na sua plenitude.

FOLHA - Da governadora?
FERST
- Na CPI do Detran, o próprio [ex-] presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, disse que teve reuniões tratando deste assunto [com Yeda]. Ela se reuniu também com sindicatos de examinadores. É público e notório que houve o envolvimento da governadora neste processo. […] Aparecerão nomes que não foram nem citados no inquérito. Há vários personagens que não foram citados que poderão a ter sua participação esclarecida.

FOLHA - Quem são?
FERST
- Não posso antecipar nomes nem conteúdos. Essas conversações se obrigam ao sigilo. Esse tipo de acordo [com o Ministério Público] só tem razão de ser para esclarecer pontos que a investigação não conseguiu.

FOLHA - Qual é a sua relação com o governo?
FERST
- Tenho amizade com a maioria dos integrantes do governo, mas isso não quer dizer que tenha qualquer vínculo com o governo. Uma relação de amizade que vem da campanha eleitoral. Depois da posse, me afastei bastante deste grupo e fui cuidar da minha vida. Até o dia da posse nós tínhamos um relacionamento muito intenso por conta da campanha.

FOLHA - E com a governadora?
FERST
- Inclusive com a governadora. Depois da posse, eu tive alguns encontros, algumas conversas com ela. Foram conversas sobre assuntos de amizade, não houve tratativas de cargos ou participação no governo.

FOLHA - Por que o sr. não falou isso antes?
FERST
- Eu procurei não potencializar essa relação em função do clima quente do debate político que se travou na CPI. Havia interesse claro de atingir o governo, eu não achava que era conveniente que eu servisse de munição para a oposição.

FOLHA - Por que deixou o PSDB?
FERST
- Para que eu ficasse livre de citações e vinculações políticas e para deixar o partido à vontade. Nem todo partido se sente à vontade com um filiado sub judice. Minha desfiliação tira um certo peso do partido.

Uma conclusão imbatível do Tacho

Acabei de ler no blog PLANETACHO, do grande chargista e frasista notável, o Tacho, esta definição que merece figurar nos anais do humorismo gaudério:

"O principal problema do Estado é Segurança.
Habitação a Yeda já resolveu."

tacho

Ilustro com a charge do Tacho sobre a casa que assombra Yeda *

* Leia a notícia da denúncia aqui e a última versão da Yeda aqui.

A corrida em que o vencedor não ganhou

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Manobra sensacional: Massa ultrapassa Hamilton antes da primeira curva

O resultado do GP da Hungria de 2008 vai entrar para a história como aquele onde houve uma das maiores injustiças de toda a Fórmula-1. O que não é pouco. "Felipe fez a sua melhor corrida de sua carreira". O autor da frase é ninguém menos do que o diretor-técnico da Ferrari, Stefano Domenicale.

 

m5 "Ele realizou uma largada maravilhosa, atacou no momento certo. Depois, administrou sua corrida no final, buscando uma vitória merecida", disse o dirigente. "Hoje, mostramos o valor de nossa equipe, mas faltou o que era vital, a confiabilidade. Estamos muito desapontados com o que aconteceu com ele a poucos quilômetros do fim".

 

m2 De fato, foi muito duro acompanhar o desenlace de uma corrida perfeita. Em um circuito onde é raro ultrapassar, Massa conseguiu uma façanha: tendo saído em terceiro, ao final da primeira curva passou pelas duas McLarens, principalmente Lewis Hamilton, numa dividida de arrepiar, depois de ‘fritar’ os pneus e frear no limite extremo. Manobra antológica.

 

0,,15214276-EXH,00 A partir daí, sem cometer nenhum erro, soube manter uma vantagem confortável e, após dois pit stops perfeitos, ainda foi beneficiado com um pneu furado de Lewis Hamilton. Parecia que, finalmente, Felipe Massa seria recompensado com sua primeira vitória na Hungria, a quarta da temporada, e, novamente, com a liderança do Mundial de Pilotos.

 

0,,15214261-EXH,00 Esse resultado, somado ao apático desempenho de Kimi Raikkonen, certamente fariam com que a Ferrari optasse em lhe dar prioridade nas sete últimas provas, uma vez que ele subiria para 64 pontos, três a mais do que o adversário inglês da McLaren e com oito de vantagem sobre o seu cada vez mais  desanimado companheiro de equipe.

 

m De repente, a três voltas do final, o confiável motor da Ferrari quebra, depois de soltar fumaça, em plena reta, para espanto geral. Daí em diante, foi uma tristeza só: o brasileiro desceu do carro, colocou as mãos na cabeça, como quem não acredita do que aconteceu, pulou o muro da pista, e caminhou rumo ao boxe da Ferrari, aos prantos.

 

02 Foi realmente de doer. E eu, que já o critiquei por algumas imperícias, acabei convencido, após suas últimas atuações, de que é o único que pode fazer frente este ano à McLaren de Lewis Hamilton. Quando os carros cruzaram a linha de chegada, lembrei da frase tradicional na F-1, que o próprio Massa repetiu à imprensa:

 

m3 - As corridas podem ser cruéis.

Ainda restam sete provas para serem corridas. Menos mal. Significa que tamanha injustiça poderá ser corrigida. Até porque, pelo que se viu nesse inacreditável GP da Hungria,  Hamilton é o líder do campeonato, mas tem ao menos um adversário em condições de batê-lo: Felipe Massa.

 

m.99 Naquele pódio esquisito, Heikki Kovalainen, da McLaren, festejou sua primeira vitória na F-1, o improvável Timo Glock, da Toyota, foi segundo e Kimi Raikkonen, da Ferrari, ainda beliscou o terceiro. Nada a ver com o que aconteceu em 67 das 70 voltas de Hungaroring. Porque, para mim, o GP ficará marcado como aquele em que o vencedor não ganhou.

Na música O quereres, Chico Buarque erra e Caetano Veloso goza

A ABI - Associação Brasileira de Imprensa completa esse ano 100 anos de lutas pela liberdade da informação, com atos memoráveis.

Uma das peças publicitárias criadas para lembrar essa data histórica é o texto que reproduzo abaixo, em homenagem à instituição:

Vírgula!

A vírgula pode ser uma pausa… ou não.

Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.

23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.

Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.

Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.

Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.

Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Eleitor brasileiro confia mais nas mulheres

Super-Homem, canção-homenagem à mulher, do ex-ministro Gilberto Gil

Apesar da campanha de alguns machistas e rabos (ou ratos) de aluguel, é grande a chance das quatro principais capitais do Brasil terem mulheres no comando de suas prefeituras a partir de 2009. E parece ser irreversível.

d5 Pelo andar da carruagem, Marta Suplicy deverá ser eleita em São Paulo, onde lidera; Jandira Feghali está em segundo lugar no Rio de Janeiro; Jô Moraes disparou em Belo Horizonte e Manuela D’Ávila está em empate técnico com Maria do Rosário, em Porto Alegre, porém com muito menor índice de rejeição, que é onde se avalia a candidatura que deverá crescer. Os números do Datatolha apenas confirmam a pesquisa do Instituto Estado/Ipsos, realizada entre 11 e 17/12/2007, que apontava a tendência  brasileira de votar nas mulheres este ano.

 Manuela D’Ávila em Porto Alegre

67% dos brasileiros acreditam que a maior presença feminina no poder melhoraria o nível da política do país;

58% afirmam que a participação da mulher é menor do que deveria;

48% entendem que elas são mais honestas. Como se vê, nada é por acaso.

d Quanto ao item competência, entre os mil entrevistados, elas ganharam de goleada:

35% consideram as mulheres mais competentes, e só 14% os homens.

Na prática, porém, atualmente as mulheres continuam em grande desvantagem.

Na Câmara dos Deputados, elas ocupam 45 das 513 cadeiras, ou seja, apenas 8,6%.

No Senado, o índice é um pouco maior: dez das 81 vagas, um índice de 12.3%.

Nas câmaras municipais do Brasil, de 51.818 vereadores, 6.550 são mulheres: 12,6%.

                                                                               Marta Suplicy em São Paulo

Nos 26 estados, apenas três são governados por mulheres (Pará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul), o que equivale a 11,11% dos cargos.

Já nas 5.562 prefeituras do país, limita-se a 416 vagas, somente 7,5% do total.

d3 São dados no Correio do Povo de 20 de janeiro de 2008. A excelente repórter Taline Oppitz ouviu a diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, de Brasília, Natália Mori. Seu diagnóstico:

1) Os partidos não estimulam a participação delas e não definem políticas de recursos e tempo de mídia para promover essa integração;

2) Homens e mulheres foram criados com projetos diferenciados. Elas se preocupam com o coletivo, com os filhos, enquanto eles priorizam seus projetos pessoais.

Jandira Feghali no Rio de Janeiro

Já para a diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Políticas da Ufrgs, professora Céli Pinto, o sistema partidário é extremamente fechado e discriminatório. Apesar de a Lei de Contas prever 30% das candidaturas para as mulheres, não foi estabelecida punição se o percentual for descumprido.

d4 Celi propôs duas formas de reduzir a atual discriminação: o debate constante sobre o problema e a insistência do público feminino na abertura de espaços.

E finaliza com um vaticínio que deverá se materializar já nesta eleição de outubro:

- As mudanças culturais ocorrem de forma lenta, mas são necessárias.

Se depender da vontade manifestada por esta pesquisa, sejam bem-vindas, senhoras prefeitas.

 

                                                                                 Jô Moraes em Belo Horizonte

Navegar é preciso, viver não…

É seguro um barco ancorado no cais

Mas barcos foram feitos pra navegar.

Dorival Caymmi interpreta a sua obra-prima "É doce morrer no mar"

Manuela: quem não tem coragem de assinar, não acredita no que diz

Foi retirado do ar vídeo postado no You Tube, que covarde e anonimamente atacava a candidata a prefeita de Porto Alegre, Manuela D’Ávila, por ter o PPS entre os sete partidos que formam a maior aliança desta eleição. A difamação é localizada, uma vez que este é o histórico Partido Comunista Brasileiro, fundado em 1922 e hoje dirigido pelo deputado federal socialista Roberto Freire (PE).

Ocorre que, em 2001, alguns dissidentes do PMDB, inconformados com o estilo autoritário de Pedro Simon no comando daquele partido, filiaram-se ao PPS gaúcho. Em 2002, Antônio Britto, concorreu ao governo por ele e sofreu tantos ataques por parte do PT que seu candidato, Tarso Genro, perdeu para Germano Rigotto, que venceu graças aos votos dos eleitores que repudiaram a baixaria.

Em 2004, a resposta foi ainda mais contundente, uma vez que o PT, que estava no comando da prefeitura de Porto Alegre há 16 anos, perdeu justamente para o candidato que concorreu pelo PPS, o ex-integrante do PMDB, José Fogaça.

Vida que passa. No final do ano passado, temendo não ser reeleito, Fogaça renegou o PPS e retornou ao redil do PMDB de Pedro Simon. O PPS não aceitou tamanha incoerência e decidiu apoiar Manuela D’Ávila, do PC do B. Já a deputada federal  teve capacidade de união ao congregar em sua aliança partidos bem distintos, como PSB, PR, PMN, PT do B e PTN, alem do citado PPS.

Foi o que bastou para ser atacada por Luciana Genro, em um panfleto tão mentiroso que a Justiça Eleitoral determinou a busca e apreensão de 40 mil unidades que não chegaram a ser distribuídos e estavam na sede do PSOL.

A principal crítica era sobre a aliança do PC do B com o PPS. Curioso, pois estive na pré-convenção do PSOL e testemunhei o PSTU retirar seu apoio ao PSOL quando foi decidida a coligação com o PV - fato que o PSTU não concordava porque Sarney Filho, do Partido Verde, havia sido ministro do Meio Ambiente no Governo de Fernando Henrique Cardoso. Mas o PSOL trocou seu ex-aliado pelo tempo que o PV dispôs à campanha de Luciana Genro no horário eleitoral. Uma evidente contradição entre o discurso e a prática do PSOL quanto às coligações.

clip_image001Como se observa, em menos de um mês de campanha, o alvo dos ataques dos principais partidos não é nem o atual alcaide, nem a concorrente petista, mas a candidata do PC do B. E Manuela teve a elegância de defender o direito de preservar os bons jornalistas, a boa imprensa e a boa Internet. "Quem não assina, diz a nossa Constituição, não tem o direito de dizer o que quer porque não mostra o seu rosto". Só por isso vale reproduzir o vídeo acima, retirado do portal Vermelho.

 

Justiça eleitoral tirou do ar as baixarias contra Manuela

Finalmente, um fato faz esta eleição ser mais atraente do que as anteriores:   Jô Moraes, em Belo Horizonte, Jandira Feghali, no Rio de Janeiro, e Manuela D’Ávila, em Porto Alegre, podem obter a façanha inedita na história política do país: três prefeitas do PC do B eleitas nas quatro principais capitais do Brasil.

Sônia Bridi revela os mistérios da China

1

Capa do livro: Sônia Bridi solta pandorga na Praça da Paz Celestial, em Pequim

Meu amigo Jakzam Kaiser, que foi escolhido Editor do Ano de 2008 durante a Feira de Rua do Livro de Florianópolis (leia aqui), acaba de receber uma grande notícia. Recém lançado, LAOWAI - Histórias de Uma Repórter Brasileira na China, da jornalista Sônia Bridi,  passou a figurar entre os mais vendidos da semana, na categoria "Não Ficção", da Revista Veja, conforme o e-mail que recebi:

"Emanuel: LAOWAI, da Sônia Bridi, apareceu em sexto lugar na lista de mais vendidos na edição da Veja que está nas bancas. É conquista importante para uma editora pequena, instalada fora do eixo Rio-São Paulo, e que passou a investir no segmento literário há pouco mais de dois anos. Creio que é a primeira vez que uma editora catarinense emplaca um livro nesta lista. O sucesso premia a persistência da editora e renova nossos objetivos. E reconhece o mérito da Sônia, que realmente é uma fora-de-série."

Sei que este é o resultado de uma conjugação de fatores bem planejados.

12 Primeiro, a amizade do casal Jakzam/Tetê com Sônia Bridi, com quem convivem quando a repórter está em Florianópolis, no intervalo de seus roteiros mundo afora, como correspondente da Rede Globo, ao lado do maridão, o fotógrafo Paulo Zero, com quem atualmente reside em Paris, ao lado dos filhos Mariana e Pedro.

 

Depois, a determinação do Jakzam, que de tanto persistir, conseguiu com que Sônia enviasse o copião das histórias vividas durante os anos de 2005 e 2006, quando foram pioneiros na cobertura latino-americana na China. Foi um choque  conviver com essa população gigantesca e misteriosa para o mundo ocidental.

 

Programa do Jô: Sônia Bridi conta algumas histórias de seu livro "LAOWAI"

Finalmente, a chegada do livro à lista dos mais vendidos de Veja desta semana deve-se também a muito bem feita divulgação, entre as quais teve grande repercussão sua passagem pelo "Programa do Jô", cujo relato curiosíssimo a respeito da utilização dos banheiros públicos está entre os vídeos do You Tube:

Sônia Bridi: um divertido relato sobre os banheiros públicos da China

O livro possui 384 páginas, distribuídas em 40 capítulos, cuja narrativa é fluente, agradável e elegante", como consta em sua contra-capa. As 40 páginas finais formam o álbum de retrato que enriquecem sobremaneira a publicação.

Seu título "LAOWAI" é a tradução informal de "estrangeiro" no idioma chinês.

1234 "Sônia Bridi, na minha opinião, tem o melhor texto da televisão brasileira. Quando escreve tem o condão de não explicar o que estamos vendo, mas de nos ajudar a pensar. Seu texto é elegante, instigante e tem sempre uma surpresa; as palavras vêm precisas, sem rebuscamento", atesta Mônica Waldvogel.

 

                                                             Sônia filma a chegada de Lula à Finlândia

E o escritor-editor Werner Zotz, que teve o privilégio de vê-la iniciar na profissão, testemunha, no prefácio intitulado "A menina com olhar de viajante":

"A leitura deste livro flui agradável, prazerosa, esclarecedora e enriquecedora como suas reportagens, transportando o leitor para um mundo só adivinhado por entre frestas. Política, economia, educação, tecnologia, trabalho, saúde, costumes, tradições, meio ambiente, energia, censura, consumo, cotidiano. Sonia mostra-se, como sempre, observadora atenta, interessando-se por aspectos tão variados quanto diferentes da sociedade chinesa.

O texto vai além, revelando que a menina transformou-se não apenas numa das grandes repórteres brasileiras, mas conquistou qualidade rara: tem olhar e alma de viajante", identifica-se Werner Zotz, ele mesmo um escritor-viajante.

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O Dalai Lama entre Paulo Zero e Sônia Bridi durante reportagem sobre o Tibete

A Editora Letras Brasileiras marcou um golaço com esse lançamento, que ocorre às vésperas do início dos Jogos Olímpicos de Pequim. E vai seguir entre os mais vendidos, até porque Sônia Bridi está escalada pela Rede Globo para participar das Olimpíadas e estará, inclusive, presente no cerimonial de abertura.

Mesmo que você não se interesse por esportes, vale a pena adquirir esse livro fascinante por desvendar-nos a República Popular da China, a maior população do mundo - 1,3 bilhão de habitantes - mas que em geral é tão pouco conhecida.

A ongonorança astravanca o progréssio

A pergunta que não quer calar: "É água na Carol ou fogo na Carol?"

Grêmio arrasador, com jeito de campeão

 

As imagens dos 7 x 1 aplicados pelo Grêmio no Figueirense: pinta de campeão

Meu amigo Breno Maestri, jornalista gaúcho radicado há anos em Florianópolis, onde coordena a imprensa do DNIT de SC, casado com a Chuchi, me envia um emocionado e-mail, posterior a grandíssima atuação que ele teve o privilégio de assistir, ao lado do filho, ontem, no Estádio Orlando Scarpelli. Ei-lo, na íntegra:

"Eu e o meu guri do meio, o Franco, estávamos vivendo meio que ressabiados toda vez que íamos comprar ingressos para os jogos do Grêmio: "Pô, pai, foi dose contra o Boca e as outras três vezes contra o Figueirense. Até agora só comemorei, ao vivo, as vitórias do Grêmio contra o Avaí - um pela Segundona e outro, um amistoso."

Mas, bah! Ontem fomos confiantes como sempre (principalmente o Franco, que canta todas as músicas-de-ordem do Tricolor).

E a touca CAIU!!!.

Foram sete gritos mais altos do que os outros durante o jogo. Mesmo sem voz, o berro do gol saiu como o estouro ao abrir um bom espumante.

De lavar a alma e atirar a touca para longe.

Nada pode ser igual!!!"

O sentimento do Breno e do Franco, depois da impressionante goleada de 7 x 1 aplicada pelo Grêmio no Figueirense, é o mesmo da imensa hinchada do tricolor gaúcho, no período em que se comemora os 25 anos da grandíssima conquista do título mundial de clubes, em Tóquio: pintou o campeão brasileiro de 2008.

A maior goleada gremista na história do Brasileirão foi destaque no site da FIFA.

O Grêmio assume a liderança pela primeira vez, e na hora exata. Neste domingo vai embalado pra cima do forte Palmeiras de Wanderley Luxemburgo, que meteu 4 x 2 no Santos e passou a figurar entre os integrantes do G-4, os times com vaga assegurada à próxima Libertadores. Ou seja, é jogo de seis pontos. Vai ser bem mais difícil, até porque o técnico do Porco é uma raposa velha.

Mas se Roth não inventar moda, escalar certinho, a torcida mais fanática do Rio Grande se encarregará de empurrar o Tricolor à vitória que solidifica a liderança.

Como manterá praticamente intacto o seu grupo depois da janela de vendas ao futebol europeu, quem quiser ser campeão de 2008 terá que superar o Grêmio.

Marta Suplicy e Maluf com a "ficha suja"

marta A Associação dos Magistrados Brasileiros cumpriu a promesa e divulgou a lista dos candidatos com a "ficha suja". Na relação, reproduzida no site político do jornalista Ricardo Noblat, constam 15 nomes. Os mais notáveis são dois ex-prefeitos de São Paulo, Marta Suplicy e Paulo Maluf, além do ex-tudo-na-vida Íris Rezende, que tenta ser prefeito de Goiânia.

Marta Suplicy responde a dois processos

 

maluf O site da AMB ressalta que, dos 350 candidatos analisados, 15 constam do levantamento - cerca de 5%, em dez capitais. O baixo número surpreendeu. Em um período de notícias negativas para o Rio Grande do Sul, pelo menos não figura nenhum político gaúcho na lista da AMB. Por enquanto…

 

                                                        Maluf: ficha mais suja que pau de galinheiro

Quem acha que já viu tudo em eleição, teve uma surpresa com o resultado do Ibope para a prefeitura de Belo Horizonte, divulgado no final de semana.

jj O candidato Márcio Lacerda (PSB), que reúne a impressionante coligação de 12 partidos (PSB-PT-PTB-PP-PR-PV-PMN-PSC-PSL-PTN-PTC-PRP), apoiado por Lula e pelo governador Aécio Neves – largou de marcha-à-ré. A decisão do PSDB de não lançar ninguém e dar apoio informal ao “chapão” foi rejeitada na pesquisa do Ibope. Márcio Lacerda, que também recebe o apoio do atual prefeito Fernando Pimentel (PT), está em terceiro lugar, com apenas 8%.

 Lacerda e o prefeito Pimentel: vexame 

Segundo o Ibope, a deputada federal do PC do B, Jô Moraes, lidera a pesquisa com 17% dos votos, seguida por Leonardo Quintão (PMDB), com 14%.

Na simulação ao segundo turno, Jô Moraes ganha de Quintão por 26% x 21% e mais fácil ainda do candidato Lacerda, do “frentão”, por 27% x 16%.

jjj A deputada-sensação Jô Moraes, no PC do B desde 72, nasceu na Paraíba e chegou a Minas nos anos 70, quando era perseguida pelo regime militar. Usou várias identidades, como Josydeméia Santiago e Joana Campos Costa. Era chamada de Jô, nome que acabou incorporando ao de batismo: Maria do Socorro Jô Moraes.

 

                                                               Jô Moraes, do PC do B: liderança em BH

Aos 62 anos, ela já foi duas vezes vereadora de Belo Horizonte, uma vez deputada estadual e elegeu-se para a Câmara Federal em 2006. Sua candidatura tem o apoio aberto do grupo dissidente do PT, que é ligado ao ministro do Desenvolvimento Social de Lula, Patrus Ananias. Publicamente, diz que é homem de partido e vota em Lacerda, mas não subirá no seu palanque.

Outro ministro petista, Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, também não simpatizou com a adesão do PT ao candidato-empresário. Em Belo Horizonte, eleitores petistas até já criaram comitês eleitorais em apoio a Jô.

Os dirigentes do PT estudam uma punição aos rebeldes, na tentativa de reverter o quadro, uma vez que é muito expressivo o número de eleitores que pretendem anular o voto por não engolirem o acordo que uniu petistas e PSDB.

j Caso se confirme a tendência, Aécio Neves sofrerá uma grave avaria em seu acalentado projeto de concorrer à Presidência em 2010, pois será difícil viabilizar-se após a manobra de evitar o lançamento de um candidato do PSDB, a fim de dar seu apoio a esse “balaio de gatos” que é rejeitado até por ilustres petistas.

 

Aécio Neves e Lula: a aliança rejeitada

Ainda falta muito chão pela frente e a patrola governista sequer foi acionada. Mesmo assim, duas verdades já estão comprovadas em Belo Horizonte:           . 1) Mineiro é mesmo muito desconfiado; e 2) A gente morre e não vê tudo.

Como explicar esse Mundial, Doris?

nelsi Minha amiga Doris Goettems é daquelas leitoras atentas, que não deixa passar nada. Dia 23 de março, quando Felipe Massa fez uma besteira na segunda prova do ano, escrevi o post que intitulei “Não vai ser desta vez, de novo”, em que chutei o balde do piloto de Botucatu. Depois disso, a Doris, que é fã do Massa, foi flanar pelos museus da Europa, em pleno gozo da recém adquirida condição de jubilada. Na volta, deu de cara com outro post meu, logo depois do GP da França, intitulado “Felipe Massa, com pinta de campeão”.

 

ba Prontamente ela mandou bala: “Me explica só uma coisa: porque os jornalistas esportivos fazem prognósticos de-fi-ni-ti-vos, sempre que acontece alguma coisa. Como tudo na vida as coisas andam, mudam e por isso a gente aprende logo cedo a nunca dizer nunca. Mas os jornalistas adoram isso. Como funciona? É só curiosidade, pois fiquei tristinha quando disseste que ele estava fora do campeonato, torço tanto por ele”. Respondi que justificaria logo que tivesse uma chance, mas o GP da Inglaterra foi tão maluco que até o pato Rubens Barrichello conquistou um lugar no pódio, terceiro naquela pista molhada.

 

nels Mas hoje, depois do GP da Alemanha, justifico a mudança de opinião pela falta de apetite do atual campeão do mundo, Kimi Raikonnen. A lógica indicava que um piloto da Ferrari conquistaria o título – embora no post "O dia em que Ayrton Senna viu Deus", apostei em Lewis Hamilton porque, livre da sombra de Alonso, ele tem apoio integral da McLaren.

 

Na ocasião, projetei  que Hamilton seria beneficiado por Raikonnen e Massa dividirem as vitórias na Ferrari. O que tem se confirmado, tanto que o inglês já ganhou quatro, Massa três e Raikonnen duas vezes. Mesmo assim, Lewis não conseguiu tirar grande vantagem sobre Massa: 58 x 54; enquanto Raikonnen vem em terceiro, com 51 e o polonês Robert Kubika, da BMW, soma 48 pontos.

 

nel Na prova de hoje, Nelsinho Piquet cruzou a linha de chegada em segundo – algo espantoso, pois ele largou em 17ª lugar de tanque cheio, com a estratégia de fazer só uma parada, a fim de herdar algumas posições. Pra sua sorte, o único acidente que obrigou a entrada do safety car ocorreu pouco depois de seu reabastecimento. Foi muita sorte.

 

n Graças a esse detalhe, chegou ao pódio com Massa e matou a saudade da última vez em que dois brasileiros realizaram essa façanha: no GP da Bélgica, em 1991, com Senna em primeiro e o pai Piquet em terceiro. Nelsinho mostrou ter estrela, pois a Renault lhe fez uma festa incrível e ofuscou o bimundial Fernando Alonso.

 

nelsinFaltam ainda oito provas: quatro em circuitos travados (Hungria, Valência, Singapura e China), que favorecem a McLaren de Lewis Hamilton. E quatro à feição dos potentes motores Ferrari (Bélgica, Itália, Japão e Brasil). Como a Hungria e Valência virão em seqüência, Lewis tem tudo para abrir vantagem, pois o chassi da McLaren está melhor ajustado a estas pistas.

 

ne Mas como Felipe Massa reclamou do carro, o sinal vermelho acendeu em Maranello. No GP da Inglaterra, o presidente da Ferrari, Luca de Montezemolo, proibiu a equipe de errar novamente. E hoje, a presença de Michael Schumacher no boxe foi indício de que haverá um trabalho duro a fim de botar o cavalinho rampante na ponta dos cascos.

 

Nelsinho Pra não me alongar, Doris, hoje a McLaren tem o melhor conjunto piloto/carro, mas a Ferrari deverá recuperar a diferença. E, pelos pódios de Barrichello e Piquet, com sorte o título pode cair no colo do brasileiro da Ferrari.

Agora, cá entre nós, Doris, há tempos não se via um Mundial tão espetacular.

História da TV: Dercy canta na cena final da novela "Cavalo Amarelo"

Chegou o dia que todas as pessoas de bem com a vida jamais gostariam que ocorresse: morreu hoje Dercy Gonçalves, com 101 anos muito bem vividos.

Percorri os vídeos do You Tube. Escolhi dois: acima, a cena em que ela canta no final da novela "Cavalo Amarelo", da Bandeirantes, em 1980; e abaixo, a entrevista feita por Marília Gabriela com a grande dama do humor brasileiro.

Foi há 30 anos, e contém belas lições de sabedoria, onde se pode entender as razões que a fizeram ultrapassar um século de vida, lúcida até o último dia. "Velho é aquele que se sente velho; eu não me sinto velha". Qual a receita para chegar aos 70 anos como uma menina de 16?, pergunta Marília para Dolores Gonçalves Costa, natural Maria de Madalena (RJ), onde nasceu em 23/10/1907, e que fugiu de casa para ser cantora em companhia de teatro.

Marília Gabriela entrevista Dercy Gonçalves: receita de longevidade

Com Jô Soares: o humor escrachado e autêntico de Dercy Gonçalves

Sentinela, recado de Milton Nascimento

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Manuela D’Ávila, Luciana Genro e Maria do Rosário concorrem em Porto Alegre

Com debates civilizados, começou bem a campanha eleitoral da capital, um período festivo em que a agitação cívica toma conta da cidade. O fato inédito, três mulheres disputam a Prefeitura: Manuela D’Ávila, Luciana Genro e Maria do Rosário. Credenciadas por grandes votações à Câmara Federal, poderemos ter pela primeira vez uma presença feminina no comando de Porto Alegre. Em 2006 Manuela D’Ávila, foi eleita pelo PC do B com 271 939 votos e bateu recordes;

Luciana Genro recebeu 185 031 votos pelo PSOL - criado por dissidir do PT - e

Maria do Rosário, ex-candidata a vice de Raul Pont, reeleita com 110 mil votos.

Como essa história vai terminar? Resposta em 5 de outubro, data do 1º turno.

Ou dia 26/10, quando está previsto o segundo turno, caso seja necessário. A lógica indica que ao menos uma das mulheres tem encontro marcado com ele.

Minha convicção é de que Porto Alegre terá uma mulher na Prefeitura em 2009.

Todas são bem-vindas. Só torço para que a cidade viva uma campanha em alto nível, de idéias. Afinal, não somos a capital do estado mais politizado do Brasil?

Mesmo assim, não custa nada dar um sinal de alerta ao reproduzir a música composta por Milton Nascimento e Fernando Brant, a belíssima "Sentinela", com a voz de Nana Caymmi na introdução. O vídeo relembra a revolução cubana, que completará 50 anos em 2009, e reproduz imagens raras de Che Guevara.

A fim de lembrar que todo o cuidado é pouco nesta eleição. Ela vale, e muito.

Conor Oberst: conta tudo, Bruno Galera

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Acabei de ler no Bruno Galera a informação de que Conor Oberst e The Mystic Valley Band vão se apresentar neste domingo, no Santander Cultural, às 19 horas.

Como não irei, resta o consolo de ler o post que certamente o Bruno vai postar ainda amanhã no blog.

A não ser que ele não consiga sair do transe a tempo de escrevê-lo.

 

Conor Oberst este domingo no Santander

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