Eliane Brum, a melhor repórter do país, lança "O Olho da Rua"
Enviado em 18 de Novembro de 2008
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos
Duas alegrias: abraçar Eliane Brum e receber seu "O Olho da Rua" autografado
Tudo o que se escreve a respeito da qualidade do texto da jornalista gaúcha Eliane Cristina Brum - e isso já ocorre há 20 anos - é pouco para louvar toda a sua sensibilidade com as reportagens que merecem ficar perpetuadas. Assim foi quando lançou a coletânea de matérias que fez quando atuava em Zero Hora "A vida que ninguém vê", Prêmio Jabuti de 2007 na categoria reportagem.
No último sábado da Feira, tive o privilégio de revê-la durante a sua concorrida sessão de autógrafos, quando lançou as suas melhores reportagens na Revista Época: "O Olho da Rua - Uma Repórter em Busca da Literatura na Vida Real". Vale a pena ler a matéria publicada no Portal Imprensa (clicar no título).
"A Casa de Velhos" quando foi publicada, bateu fundo em todos que a leram. Ela está lá, revivida, a partir da página 82. Ao final, Eliane escreve, na página 124: "A vida inteira espremida numa mala de mão" é minha frase preferida entre todas que escrevi nesta vida de jornalista. É uma imagem simples - e exata. Ela contém a reportagem inteira, resume uma história que precisou de quase 10 mil palavras para ser contada. Essa frase espreme vinte anos de reportagem numa mala da mão. Mas também um pedido de desculpas. A Casa de Velhos é uma das minhas reportagens preferidas - e é a que mais me dói. Ainda hoje me dói muito. Porque errei feio", confessa Eliane. Se você quer saber, compre o novo lançamento da melhor repórter do Brasil.
Enquanto escrevia uma linda dedicatória, em que assinala que "a vi crescer" naquele distante 1988, quando iniciou na ZH, apareceu o "arroz de festa" de todos os eventos, o multimídia David Coimbra. Ele e Eliane são duas jóias raras dessa geração e hoje brilham, cada um na sua. Conviveram algum tempo juntos e certamente cada um transferiu ao outro o talento que ambos têm de sobra.
Para minha sorte, o chefe de Fotografia do "Diário Gaúcho", André Feltes, meu querido amigo, teve o reflexo de registrar esse flagrante que ficará na história.
Como diria o sábio Flávio Dutra numa de suas frases favoritas: "Que momento!"
Eliane Brum interrompe a sessão de autógrafos para recepcionar David Coimbra
Que momento, diria eu! Três feras do jornalismo reunidos para a foto histórica: Eliane, Emanuel e David. Bem, só posso dizer que me passei. Queria muito ir à sessão de autógrafos da Eliane, pq sem dúvida, é a melhor repórter em atuação hoje no Brasil. E, com um detalhe fundamental: seu texto não precisa de nenhuma correção, exceto um aviso. Leia com sentimentos e com uma boa dose de coragem, porque a verdade, mostrada sem acessórios, às vezes dói muito. E Eliane, dona de um texto chocante, rebuscado e ao mesmo tempo simples, culto e despojado, cruel e emocionante, inaugurou, com certeza, um novo jeito de fazer jornalismo.
bjs meus e da Gabriela (que tu conheceu na minha barriga)
Brigada, Emanuel, por me “olhar” com tanto carinho!!
beijo grande
Eliane
Márcia: grato por me incluir entre essas duas “feras” do jornalismo.
Tenho muito orgulho de ter convivido com todos vocês, um tempo.
Isso, não há nada no mundo que compense. Beijão, querida.
Eliane: tu não tens idéia de como gosto de tudo o que escreves, fico encantado, emocionado até, com a forma como retratas os personagens que são objetos das tuas reportagens. E torcerei muito para que o Prêmio Esso de Jornalismo de 2008 faça justiça. Tua matéria sobre o jovem suicida de Porto Alegre (que não está no livro “O Olho da Rua”), para mim é imbatível esse ano.
Foi um prazer enorme te rever, depois de tantos anos, querida.
Um beijão.
Querida Eliane,
Tenho uma profissão bem diferente da sua(sou enfermeira) e nãoa conhecia, até que uma amiga me falou do seu livro”olho da rua”. Fiquei curiosa frente a descrição que ela me fez e saí correndopara comprar seu livro.
Bem,sou enfermeira e trabalhocom algo muito delicado: feridas da pele, que muitas vezes saõ também feridas da alma e dentre estas há as que calam e as que falam, e dasque falam poucas são ouvidas e sentidas.
Vou tres vezes por semana cuidar de um idoso, em uma “casa de repouso” , vivenciando portanto um pouco do dia a dia dos moradores daquela “casa”, e os reconheci em cada pesonagem que vc descreveu e mais ainda , vc descreveu tudo o que eu sinto ao entrar e sair daquele lugar.
Tenho 45 anos e fico imaginando daqui a 20 anos a minha vida “espremida em uma mala de mão”.
Parabéns, vc é fantástica.. Jussara Paiva. Natal RN
A Grandeza desta “guria” escritora, é que a mesma o faz de uma forma impar; fazendo que cada leitor se sinta único no momento da leitura…
JC/Brasilândia.