A visão incompleta de Paulo Sant’Ana
Enviado em 3 de Setembro de 2008
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos
Sob o título “Um prodígio no céu“, o celebrado colunista Paulo Sant’Ana, de Zero Hora relata o seguinte fato que testemunhou ontem, visto de uma janela do jornal onde trabalha:“Era quase tardinha ontem e me aconteceu o que eu chamaria de um milagre.
Estávamos eu e meu colega Moisés Mendes olhando para o céu na direção da ponte do Guaíba, quando fiquei estatelado: uma formação de nuvens cirros desenhava nitidamente uma palavra: Jesus. As nuvens podem formar qualquer desenho que se imagine. Mas era muito definido aquele desenho das cinco letras cravadas no céu: Jesus.
Mostrei ao Moisés e meu amigo ficou aturdido, exclamando: “É impressionante!”.
Logo a gente fica pensando que pode ser um aviso, sei lá, um prenúncio, algo que só pode ser muito bom, porque nada há que venha de Jesus que não seja bom.
Quem terá mexido na natureza para nos mostrar aquele cartaz divino?
Quem? Seria o próprio Deus? Mas Deus não iria assim nos escolher privilegiada e discriminatoriamente para sermos alvos daquele estupendo prodígio!
Ainda bem que eu tenho uma testemunha.”
Diante do fato tornado público pelo brilhante colunista de 69 anos (nascido na antiga rua da Margem, hoje João Alfredo, na Cidade Baixa, em 15 de junho de 1939) sou obrigado a contar que também olhava para o céu naquele momento. Só que, ao contrário do extasiado amigo Francisco Paulo Sant’Ana, freqüentador da Confraria da Caveira Negra, tive mais tempo para contemplar o céu e, graças a isso, pude ler a mensagem integral enviada pelo Criador. Não sei a quem ela se dirigia, mas a palavra “Jesus” ficou completa com o final da frase: “… tá te chamando!”
Na dúvida, o autor de “O melhor de mim” e o “Gênio idiota” deveria consultar uma cartomante. Até porque, como diz a sabedoria popular, se a gente se torna sem vergonha ou santo depois de velho, pode ser que estejamos frente a outro fenômeno gaudério: a elevação aos céus de um visionário cronista suburbano.
Já pensou se ele perde o título brasileiro do Grêmio e a eleição da Manuela?
Mas o raio não cairia duas vezes em um mesmo lugar! E sendo Deus brasileiro, Jesus, com certeza gaúcho, gremista… E quem sabe fã da Manuela?
Beijos
Emanuel
show
imperdível
e o lance da Confraria é mto bom ? quem é a bola da vez
bjs
Cruel, meu amigo.
Ou não entendi? Se isso, desculpe a burrice.
abraço
Raquel: o raio cai duas vezes no mesmo lugar, sim. Não vai atrás.
Beijo.
Márcia Fernanda: esse ano a Confraria contabiliza dois mortos até agora: Jamelão e Dercy Gonçalves. Mas ainda falta muito tempo.
Beijo.
Prévidi: claro que foi uma gaiatice pra cima do Sant’Ana, que é um hipocrondríaco assumido. Ele sabe, tanto que capricha na sua lista dos mortos do ano. Como prova de que foi entendida é o email que recebi do Moisés, que tomo a liberdade de reproduzir um trecho:
“muito boa.
mas o pior (ou o melhor, não sei) é que as letras tavam lá mesmo. e a gente só tinha fumado.”
Abraço, Prévidi
Emanuel, como diria a linda Felícia, tantararammmmmmm!!!!
Mané, fico pensando o quê o Sant’Ana e o Moisés misturaram no café!
Outra coisa: antigamente, o pessoal ficava ambascado quando um aviãozinho escrevia no céu “Q-Boa”. Pensava, que era coisa de marciano. Hoje, apareceu “Jesus”….Outros tempos, outras palavras.
oi emanuel
não acho que alguém não tenha entendido, mas de tudo é possível tirar dois lados. e o que eu preferi ver é que o recado de Jesus, com certeza, não era prá vc
abs
Grato pela leitura, pessoal. E por terem entendido a brincadeira.
Nada contra Jesus, tudo a favor do Sant’Ana. Mas não se pode perder uma chance dessas. E com o Moisés de testemunha. Pô, Moisés, o Paulo Burd tem razão: vocês aproveitaram que o Nilson está de férias e tão tomando um café diferente na Opinião.
Abraços gerais.
Em tempo: feliz 60 anos de vida ao grande Nilson Souza, feitos no último domingo.
Eu já acho que a nuvem era a projeção da fumaceira que o colunista faz até em estúdio de televisão sem dó nem piedade de quem está por perto. E que o Moisés só foi solidário na “visão”.
maris
Grande Emanuel. Saudade do Paulo Santana conversando com a Myrtes, atendente nos Correios de Berlim, 1973. Nunca vi alguém tão bravo. Mas, quem teria escrito Jesus…? Abrs.
Zé Maria, creio que foste testemunha da primeira viagem esportiva internacional do Paulo Sant’Ana, quando a seleção brasileira fez uma excursão pela Europa, em 1973. Sei que o que ele faz aqui tem pouca repercussão na capital paulista, mas no Rio Grande do Sul ele ainda é imbatível, principalmente pela contundência de suas colunas no jornal Zero Hora. É um fiel amigo, anda um pouco doente de diabetes, mas tem se cuidado, seus filhos estão crescidos e até já é avô, como você, Zé Maria.
Ainda vamos ouvir falar muito nele, tenha certeza.
Forte abraço.
Puxa vida, os piadistas sempre aparecem nessas horas. É tão difícil acreditar em milagres? Isso porque estamos atolados em materialismo. É desgastante ver Sr. Emannuel (que tem todo direito de livre expressão) fazendo gozação, em momentos que a humanidade passa por sérios problemas, principalmente de ordem espiritual. Para quem faz gozação assim, não deve acreditar em Deus, deve fazer de conta.
Te pergunto uma coisa: se está na beira da morte, ou tem filhos ou esposa no fundo do poço, com casamento no fim, filhos nas drogas e vc ja tentou de tudo neste mundo, terapeutas, psicólogos, médicos, remédios e nada adiantou … e vc não acredita, para onde você vai?
É impressionante, porque o ser humano se sente grande, mas é uma formiga.
Ainda bem que temos liberdade de nos expressar, e o Sr tá de parabéns ao menos por publicar argumentos contrários aos seus, mas péssimo pelos comentários dirigidos à coluna de Paulo S.
Não gostei da gozação afinal no mundo em que vivemos é preciso um pouco de esperança. se olhasemos mais para o céu teriamos menos drogados, prostitutas, menores abandonados, divorcios, ladrões e colunistas burros. Afinal a terra está podre. beijos