Maureen, a heroína brasileira faz história
Enviado em 22 de Agosto de 2008
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos | Enviar por e-mail
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Maurrenn Maggi salta 7m04 e conquista o primeiro ouro olímpico do atletismo
"Eu vim aqui para ganhar", avisou a brasileira Maureen Maggi quando veio à Pequim competir no salto em distância. Depois do trauma de ter sido afastada do esporte algum tempo, ao ser flagrada em um exame de dopping pouco antes dos jogos Panamericanos de Porto Rico, em 2003, deu a volta por cima ao vencer a prova durante o Pan do Rio de Janeiro, com 6,84, em 2007.
"Eu quero uma medalha, de preferência a de ouro" disse Maurren, cujo melhor salto da carreira era 6,99, o segundo melhor salto do mundo em 2008.
Pois Maureen Riga Maggi, mãe da pequena Sofia, (o pai é o ex-piloto de F-1, Antônio Pizzonia) se superou: saltou 7m04 na primeira das seis oportunidades. Atletismo, para mim, é a razão de ser das Olimpíadas. Por isto, as vitórias de Ademar Ferreira da Silva no salto tripo (Helsinque, Finlândia/1952, e Melbourne, Austrália/1956), e a de
Maurenn chora após a conquista do ouro
Joaquim Cruz, nos 800 metros (Los Angeles/1984) são aquelas que considero as mais nobres entre todas as conquistas do Brasil na história dos Jogos Olímpicos desde que o nosso país começou a participar das competições.
E o mais notável: é o primeiro ouro feminino na história do atletismo brasileiro.
Os deuses do Olimpo deram mais uma demonstração de sua grande sabedoria.
Ave, Maureen Maggi!
Maureen Maggi festeja vitória por 1 centímetro sobre a russa Tatyana Lebedeva