O que pode ser pior do que segunda-feira?
Enviado em 16 de Junho de 2008
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos | Enviar por e-mail
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Se você é como o Garfield e também acha segunda-feira o pior dia da semana, imagine uma segunda-feira em que é obrigado a acordar às 6 horas, com a temperatura quase a zero grau, ler todos os jornais e escrever um relatório sobre a política do Rio Grande do Sul. Pode haver coisa pior?
Pode, sim.
Imagine uma segunda-feira em que você é obrigado a acordar às 6 horas da manhã, com a temperatura quase a zero grau, e trabalhar depois de ver um espantoso vexame da seleção brasileira treinada pela fraude chamada Dunga. A ilustração do brilhante chargista Frank, que reproduzo acima, diz tudo.
Pior é constatar que a imprensa idiotizada leva livre esse sujeito que chegou ao cargo sem nunca ter treinado um clube sequer na vida, apenas porque é sócio de um ex-cartola da Federação Gaúcha de Futebol, que o indicou para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, cujas falcatruas são públicas.
O futebol brasileiro está minado de picaretas, a maioria disfarçada na função de empresários. Todos os grandes clubes do país possuem ao menos um safado cujo objetivo é armar negociatas de jogadores, patrimônio que não lhes pertence, a fim de obter vantagens financeiras com as vendas.
Veja o caso da própria seleção brasileira. Dunga, que em dois anos se indispôs com os principais craques - Ronaldinho Gaúcho e Kaká - convocou os medíocres e agora vai treinar a seleção olímpica. Qual o objetivo? Colocar na vitrine jogadores que os intermediários querem vender como ouro aos europeus otários.
Enquanto os torcedores pagam caro para ver seus times, uma quadrilha assalta o patrimônio dos clubes sem a menor cerimônia. O Grêmio foi dilapidado, os autores indiciados, mas saíram ilesos. E o Corínthians, de desfalque em desfalque, desabou para a segunda divisão.
Definitivamente só há uma coisa pior do que acordar às 6 horas de uma segunda-feira com a temperatura quase a zero grau em Porto Alegre. É saber que, assim como na política, o futebol brasileiro está entregue aos piores elementos desse país. Quanto tempo perdido com tanta chinelagem.
Cazuza e Gal Costa cantam ‘Brasil‘, a ‘grande pátria desimportante’

te dou toda razão, amigo. levantar às seis da manhã já é um mergulho no inferno. no rio grande do sul, no inverno, pior ainda.
para ler uma pilha de jornais, pior do pior. e depois de ver a seleção fiascar, então! eu, por mim, pegava essa turma toda que ganha quaquilhões pra andar de salto 15 no gramado (técnico inclusive, que ainda é metido a mal-humorado - Dunga por Dunga, sou mais o da Branca de Neve…) e botava tudo na roça, a capinar. E dava chance prum monte de guri de talento que não tem quem olhe por eles.
Falei.
bejo
Maristela:
mataste a charada! O que mais me deixou furioso - e por isso perdi um pouco a tramontana - foi a arrogância desse sujeito depois da partida. Ora, quem conviveu com técnicos como Rubens Minelli, Telê Santana e Ênio Andrade - só pra citar três belos exemplos - não pode tolerar que um sujeito sem nenhuma história fique se achando o rei da cocada preta. Sei que em futebol, fazer comentário em cima de resultado é grande risco. Basta a seleção enfiar uma goleada quarta-feira na Argentina (o que duvido!) e já vão chamar o Dunga de estrategista.
Mas não dá pra engolir tanta arrogância. E ainda mais com a seleção canarinho, que tantas alegria nos proporcionou na vida.
Beijão, amiga.