O mundo amoroso de Evânia Reichert
Enviado em 15 de Maio de 2008
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos | Enviar por e-mail
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Recebi da amiga Evânia Reichert, jornalista, terapeuta e escritora, o convite:
PRÉ-LANÇAMENTO DE ‘INFÂNCIA, A IDADE SAGRADA’
REENCONTRO DE AMIGOS - NOITE CULTURAL
"Queridos amigos, finalmente, depois de cerca de três anos de trabalho intenso, terminei meu livro sobre a prevenção das neuroses na Infância e a formação do caráter, contendo as idéias libertárias de Reich e Naranjo, entre muitos outros pensadores. Chama-se Infância, a Idade Sagrada. No subtítulo, Anos sensíveis em que nascem as virtudes e os vícios humanos.
Junto com Ana Adams e sua equipe - responsável pelo design - acabamos de enviar os arquivos à gráfica. Em breve, estaremos com a edição na mão.
João Ricardo da Silva é o autor da foto de capa do livro
Realmente, fazer um livro é um processo visceral, similar ao parto de um filho, que mistura exaustão e imenso prazer. E que precisa da ajuda de muitas pessoas, de muitas cabeças, de muitas mãos, até que ele se complete.
Gostaria de comemorar o nascimento deste filho, o primeiro feito em papel, ao lado de vocês. Mais do que isso, pensamos em aproveitar o feito para nos encontrarmos de um modo não virtual, em carne e osso, numa noitada cultural.
Antes de iniciar os lançamentos oficiais do livro, quero apresentá-lo aos amigos, aos amigos dos amigos, aos parceiros de trabalho e companheiros de grupos e vivências, numa noite com cantorias, boa bebida e boa comida, num lugal agradável e com o nosso jeito.
No dia 18 de maio (domingo), o Entreato Segundo, na Vasco da Gama, 651 (Bom Fim/Rio Branco), em Porto Alegre, estará preparado para nos receber. O Entreato oferece um cardápio com boa comida, e preços acessíveis."
Quando Evânia Reichert descobriu que a melhor coisa do mundo é o amor nunca mais saiu da fila. E em torno dele construiu uma riquíssima história de vida.
O resultado de suas escolhas é uma mulher iluminada, no auge de sua maturidade intelectual, depois de ter criado três belos filhos: Ismael, Alencar e Francisco.
Chico, Ismael e Alencar com o pai Aurélio
Todos são frutos de seu casamento com Aurélio Decker, jornalista combativo, autor de diversos livros consagrados e uma referência no Vale do Sinos pelas crônicas publicadas no Jornal NH. Atualmente, Lelo vive em um sítio na Praia Azul, a 15 km de Torres, onde administra uma pousada de sua propriedade.
Ismael, Alencar e Francisco resumem o significado de ter Evânia como mãe:
"Desde quando vi fotos da época em que a mãe tinha a minha idade, notei que ela aparentava ter uma visão à frente do seu tempo. Com o passar dos anos, vi que muitas coisas que ela realizava e dizia em relação aos cuidados com o ser humano, com a natureza, entre outras coisas, acabavam se confirmando muitos anos depois. Também vejo minha mãe como meia-irmã, já que sempre lidou muito bem com a posição de única mulher da casa, além de amar e admirar muito ela."
(Ismael Decker, 32 anos, editor de livros e publicitário em Novo Hamburgo)
"A Evânia é o tipo de mãe que todo mundo gostaria de ter. Apesar de quase todos os filhos pensarem isso, acho que o caso dela é realmente especial. Mesmo tendo três filhos homens, ela sempre conseguiu compreender muito bem cada fase de nossa vida, nos dando liberdade e espaço para que pudéssemos fazer nossas escolhas, mas mantendo-se sempre próxima,
apoiando e orientando nos momentos necessários.
Por essas e outras, hoje ela é nossa amigona - nossa parceira pra tudo, nossa mãe querida. Uma pessoa que amo muito e que é admirada por
todos que a conhecem."
(Alencar Decker, 30 anos, dono da Agência Uniqe Comunicação - Florianópolis)
Em casa: Alencar, Evânia e Chico (com o cão)
"Sempre achei minha casa "diferente". Enquanto na infância presenciava meus amigos em famílias com um modelo de vida padrão, na nossa casa sempre vivemos algo além. Uma educação em que tivemos muita liberdade. E não falo de falta de limites, e sim, de muito estímulo intelectual e muita ênfase nos valores humanos. Com uma medida certa de autoridade. Ela sempre foi uma ótima educadora e precisou apenas do seu amor e bom senso pra isso."
(Chico Decker, 28 anos, Diretor de Arte da Mixmidia Comunicação - Porto Alegre)
Alencar, Chico (no meio) e Ismael
O primeiro filho da Evânia lançado em papel pela Edições Vale do Ser, é fruto de 11 anos de trabalho como terapeuta de abordagem reichiana (Wilhelm Reich).
Os três últimos anos foram de intensa dedicação para escrevê-lo. "Ele tem muita informação, pesquisa e um tom apaixonado", revela a autora.
Sem ser biográfico, ela admite: "Minha vida de alguma forma é a síntese de tudo a que me dediquei: jornalismo, criança, comportamento e cultura".
As principais informações sobre o teor do livro, referências, aquisição, datas e locais de lançamento podem ser encontradas neste site: Infância Sagrada.
Um de seus amigos mais próximos, o crítico cultural Carlinhos Santos, editor da Coluna 3 por 4, do jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, avalia o resultado:
"É oportuno lembrar, neste momento em que Evânia Reichert lança Infância A Idade Sagrada, dos seus esforços pelo tema. Vanguardista, no fim dos anos 80 já criava um suplemento focando a saúde intelectual dos pequenos. Dos tempos da Popinha, do Jornal NH, às investigações atuais sobre o formação do caráter, o desenvolvimento da personalidade e a prevenção das neuroses, eis uma ação amorosa e generosa.
Aprendi isso com ela em diferentes momentos: quando comecei como foca na editoria de variedades dos veículos do Grupo Sinos, e na convivência mais íntima, quando experimentamos os primeiros passos dessa tentativa de formatar uma alternativa terapêutica libertária e prazerosa para cada indivíduo.
Zelo e dedicação, filigrana, são suas constantes na hora de revisar um texto, trocar dois dedos de prosa, regar uma planta ou tentar desvelar o coração e a alma dos seus semelhantes.
Antes de tudo e desde sempre, Evânia não se acomoda com as explicações simples, com as comodidades das bulas. É a sagração da inquietação como modo de vida e como usina de criatividade."
Esse trabalho teve início há muitos anos, vem desde o período em que Evânia fazia pesquisas nos grupos de teatro infantil. Da época em que editava uma página que tratava do mundo infantil no Jornal NH, como lembrou Carlinhos.
Aos poucos, conheceu o sofrimento dos pequenos, sem voz dentro de suas casas. Por isso, faz questão de assinalar a respeito da obra que produziu:
- Não é um livro sobre crianças; é um livro sobre a infância. E também como o adulto se relaciona com crianças, sejam ou não seus filhos.
Essa preocupação foi partilhada durante muito tempo com seu parceiro nas peças de teatro, jornalista Dejair Krumenan, assessor de comunicação da Fase:
"Nos conhecemos num júri que escolhia a Rainha dos Estudantes de Novo Hamburgo, lá pelos idos de 1970. Não tinha como não perceber a presença daquela jornalista linda, de vestido colorido e uma fita enorme nos cabelos. Bastante careta nos meus 18 anos, achei estranha aquela figura. Mas ao mesmo tempo me aproximei, fascinado. E me apaixonei.
Nossa parceria resultou em algumas loucuras para a época: Festival Estudantil de Teatro, Baile para Crianças até 14 anos, página inteira no Jornal NH falando de artes plásticas, música, teatro e afins. Aí, viramos atores, pois já não bastava promover os eventos, queríamos fazer parte deles. Então, entrou o Lelo, editor do NH, que de motorista da Evânia (e de todo o grupo) para os ensaios no seu fusca azul, virou diretor da peça.
Dessa loucura, Novo Hamburgo passou a ser chamada de ‘A Capital do Teatro Estudantil do Brasil’. Até Paschoal Carlos Magno a gente trouxe, duas vezes. A cidade acabou tendo 23 bons grupos de teatro amador, que resultou na construção do Centro Municipal de Cultura.
E quem liderou tudo isso foi aquela morena linda que encontrei no júri do baile da Rainha dos Estudantes: Evânia Reichert.
Hoje ela deixou o jornalismo, mas não menos apaixonada pelo que fazia nos anos 70, tornou-se terapeuta e, agora, escritora. E eu virei seu compadre, pois sou padrinho do Alencar, segundo filho com Lelo."
Evânia Reichert atualmente coordena a Escola Aberta para o Desenvolvimento Humano Vale do Ser e do Terceiro Milênio, Centro de Reeducação Somática e Existencial, ao lado do companheiro Sérgio Veleda. É terapeuta de abordagem reichiana (somático-emocional/Wilhelm Reich).
Evânia Reichert e Sérgio Veleda: parceiros
É professora e coordenadora de núcleos de promoção da Infância. Pesquisadora da relação entre desenvolvimento infantil e a formação da estrutura corporal do caráter e da personalidade. Professora de Eneagrama (Psicologia dos Eneatipos), autorizada pela Escola SAT Internacional (Claudio Naranjo). E jornalista-editora de comportamento, educação, cultura e ecologia.
Finalmente, não sei quantos receberam esse convite. Mas seremos muitos, agradecidos por estar presente em um momento tão especial para a Evânia.
Entre eles, certamente João Manoel Oliveira, o Maneco, outro jornalista dos bons tempos de NH, cuja declaração de amor à Evânia encerra esse post:
"Certa vez, lá por 1987, recebi um bilhete escrito à máquina numa lauda (é, numa lauda!) e ornado com uma foto belíssima de uma ostra grávida de pérola. Texto limpo, transparente. Uma declaração de amor e um recado para o foca – eu – que despontava como um repórter razoável mas que era só ansiedade, vaidade, egocentrismo. A pérola, o símbolo que ensinava a lição: para ser precioso, é preciso respeitar o tempo. E levei tempo, muitos anos mesmo, para sentir aquele bilhete. Não que tenha me tornado pérola como sugeria, amorosamente, a mensagem. Mas porque o tempo, como vaticinavam, fraternalmente, aquelas linhas, fez-me um pouquinho melhor. O bilhete, sim, era da Evânia. Ela é isso, verdadeiramente doce, fraternalmente justa. Fada. Bruxa. Rainha. Rosa e orquídea, pinheiro e capim.
Obrigado, Evânia, por ser a estrela que aponta o caminho e é parte de mim." *
* Dedicado a Nando D’Ávila e a Dedé Ferlauto, que estariam presentes.
Emanuel foi o cara que ensinou: jornalismo é coisa simples; na falta de matéria, vai-se para a rua e lá estará, na primeira esquina, nossa matéria-prima. Estive com ele ao lado de gente muito boa como David Coimbra, Léo Gerchmann, Flávio Ilha, Lauro Rutkowski, Kátia Reichow, Beto Nielsen, Gilberto Blume, Carlinhos Santos e, claro, Evânia Reichert. Obrigado, amigo, pelo post afetuoso e a oportunidade de lembrar desta figura deliciosa que é a Evânia, personagem fundamental na minha vida. Ah! E pelas referências a dois dos melhores seres humanos que conheci, Nando e Dedé. Esses dois certamente estariam lá no lançamento do livro. Arrisco até dizer que estão.
Só lamento o dia e o horário do lançamento: domingo é complicado!!!! Mas farei força para estar lá.
Ao Maneco, meus respeitos por me ter incluído em trupe tão qualificada.
Abs a todos.
Gente
Como mãe e cidadã deste mundinho louco, fiquei com cócegas para ir no lançamento. Acho que vou
bjs
Amigão. Queria tanto ter ido. Mas meu filho veio, para comemorar seus 29 anos com mamy! Tive de optar. Mas quero comprar o livro.
Um beijo
sodadi
Dos poucos momentos que pude compartilhar com Evânia, só posso dizer que ela é tudo isso que vcs escreveram e muito mais. Procurei o livro em Floripa, mas ainda não encontrei. Quero levar para o grupo que trabalho com psicodrama socio-educacional.
Um bj
Jacque
Jacque querida,
vi na agenda de lançamentos que a data de lançamento do livro da Evânia em Florianópolis é dia 18 de julho.
Como sugestão, tente entrar em contato com o Alencar Decker, o Mano, filho da Evânia, que é dono da Uniqe Comunicação aí em Floripa. Muito boa a tua idéia de levar um grupo de trabalho.
Beijão.
Grandes amigos, grandes saudades. Ainda que longe de todos, aqui neste Planalto Central, nesta agora árida Brasília (tempos de seca), onde me aquerenciei há quase 15 anos, quero deixar a todos um enorme abraço gaúcho. Fico emocionado ao perceber que ainda estamos ligados por acontecimentos pretéritos, determinantes para nosso presente e certamente fundamentais para nosso futuro. A todos, um enorme abraço. Espero reencontrá-los, talvez na feira do livro deste 2008 que voa! Em POA!