David Coimbra conta (quase) tudo
Enviado em 19 de Abril de 2008
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos | Enviar por e-mail
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Chegou às bancas a edição número 114 da Revista Press com David Coimbra na capa.
Entrevistado pelo diretor-editor Júlio Ribeiro e pelo experiente editor Marco Antonio Schuster, ex-colega na redação do vespertino Hoje (lançado pela RBS em 1974, durou nove meses), o David surpreende. Não sei qual foi a tiragem mas asseguro: será sucesso garantido de venda, pois o David não tem leitores e, sim, um fã-clube fiel.
David Coimbra: polêmico na entrevista para a Revista Press
Após um rápido perfil biográfico, Ribeiro e Schuster instigam o entrevistado a tocar em assuntos polêmicos. Desde a primeira pergunta, bem provocante:
- Em dezembro de 2007 você fez uma crônica sobre seu pai (que reproduzi no post "Meu presente de Ano Novo"). Me parece que você está começando a se abrir mais, pessoalmente, por que nesta crônica você fala que era alcoolista, é uma coisa muito pesada de se falar.
O essencial da resposta do David:
- Quando comecei a ter coluna, eu pensei: “Para que as pessoas vão querer saber a minha opinião. Todo mundo tem a sua tem opinião" – diz o David. Então, ele encontrou uma forma que cativou os leitores: primeiro conta uma história, no final relaciona com um fato e opina. Sucesso garantido, tanto que seu blog - onde também relata causos em vídeo - é um recordista de acessos.
- Acho que só agora, depois de mais de dez anos, é que essas histórias, como a que contei sobre o meu pai, podem representar alguma coisa para as pessoas. Porque vão comparar com a própria história e vão de alguma forma se espelhar, usar como experiência. Para isso serve você contar a sua história.
O conteúdo total, em sete páginas da entrevista, adquire um ritmo trepidante quando David é contundente ao abordar os assuntos com a maior naturalidade:
- Criança não pode estar na rua. Nem filho de rico. Não pode estar no shopping. Como em qualquer país desenvolvido. A prefeitura tem que botar a criança de rua no colégio, e o pai que está ali, na cadeia.
- Eu trabalhei muito tempo na política e acho que há uma baita injustiça com os políticos.
- Esses dias fui cobrir um jogo no Olímpico e na saída fui ameaçado. Os caras queriam bater em mim.
- Messalina foi uma grande mulher pelo seguinte: a maioria das mulheres faz sexo como meio e ela fazia sexo como fim.
Querem ler o resto? Custa apenas R$ 7,90 nas bancas. Ou entrem no site.
A revista possui curiosa distribuição editorial: duas capas de conteúdos diferentes: Advertising (Publicidade) e Press (Imprensa). Você lê até a metade e depois tem que virá-la, pois as páginas seguintes estão viradas. Bem criativo.
- Inicialmente eram duas revistas que se uniram porque atingem públicos semelhantes. Em vez de duas de 40 páginas, agora ficou uma de 60 – explica o editor Marco Schuster. O fato de estar no número 114 é resultado da soma das edições de ambas, cerca de 90 quando Júlio Ribeiro fixou a numeração atual.
Maior prazer ainda foi ler as generosas referências que o David fez sobre os tempos em que convivemos em três redações. O primeiro encontro foi em 1986.
Quando aquele sujeito espigado chegou na sala em que eu entrevistava os jornalistas para formar a redação do Diário Catarinense, as vagas em Florianópolis estavam preenchidas. Havia cinco chamadas sedes de redação disponíveis para repórteres: Blumenau, Joinville, Criciúma, Lages e Chapecó.
Os chefes das sedes escolhidos por qualificação. Enfrentei resistências para impor Nei Manique em Criciúma, por causa de uma alegada ligação sua com o sindicato. Mas sabia que ele era o melhor jornalista da cidade e isso bastou.
Com o ônus da indicação, avaliei quais seriam os candidatos ideais para que a química daquela equipe desse certo. Tive a sorte de escolher o David Coimbra.
Sobre esse período, transcrevo um trecho de Nei Manique (foto), no site Idade Mídia. Título: “O meu amigão”.
"…pois o David veio trabalhar comigo no recém-inaugurado Diário Catarinense, em 1986. No primeiro sábado que resolvi levá-lo ao calçadão da Nereu, ele se produziu. Colocou uma bermuda estilo hot pants anos 70 (coladinha, mal alcançando a metade da coxa), meteu uma camiseta pólo pra dentro da bermuda e calçou um chinelo de couro com meias (carpins, como ele dizia) à altura do tornozelo. Meia hora depois, consegui convencê-lo de que mudar de Estado significava conhecer novos hábitos, novas culturas, e, no caso dele, novas mulheres que, por aqui, ele jamais conheceria se cismasse em sair de casa vestido “daquele jeito”… dois meses depois, ele já desfilava com uma namoradinha nativa a tiracolo…”
Vida que segue. Deixei o Diário Catarinense depois de produzir 50 pilotos e rodar as primeiras 100 edições. Em 1990, assumi a editoria de política do Correio do Povo. Havia apenas quatro vagas de repórter e toda a campanha eleitoral. Contratei o David para uma delas e setorizei um em cada candidato.
Emanuel, Márcia, David, Izani e Leandro: Prêmio ARI/90. Do Correio de 13/11
As assessorias se desesperavam porque eu não publicava nada do material produzido por elas. Só entravam nas edições o que David Coimbra (Marchezan), Márcia Camarano (Collares), Izani Mustafá (Tarso) e Leandro Marshall (Fogaça) escreviam, dia após dia. Choveram reclamações durante toda a campanha.
Resultado: o Correio do Povo conquistou o Prêmio de Reportagem Geral da ARI - Associação Riograndense de Imprensa, feito inédito em campanha eleitoral.
Mais ainda: os quatro candidatos ao governo - Alceu Collares, Nelson Marchezan, Tarso Genro e José Fogaça - além do senador eleito Pedro Simon -, escreveram para
Antoninho González entrega o Prêmio ARI
elogiar a premiação da ARI. Seus textos serviram de base para a publicação do
anúncio de página inteira na página 3 do Correio do Povo de 21/11/90.
- Foi um trabalho excepcional, magnífico e a premiação mais do que justa - avalizou Pedro Simon.
- É um trabalho de alta qualidade porque retrata com fidelidade os fatos que ocorreram na eleição - atestou Alceu Collares.
- Foi a melhor reportagem que já escreveram sobre mim até agora, em toda a minha carreira política de mais de 30 anos - exaltou Nelson Marchezan.
- As publicações saíram do padrão tradicional da política pela sua abrangência - observou José Fogaça.
- Os perfis denunciaram a intimidade psicológica existencial e cultural e me fazem lembrar o que os críticos chamam de romance psicológico - analisou Tarso Genro.
No ano seguinte, 1991, completava 30 anos do episódio da Legalidade, em que o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, liderou a resistência contra os militares que não permitiam a posse do vice, João Goulart, em substituição a Jânio Quadros, que renunciou oito meses após assumir.
Há dias o David tentava contato com Brizola, que governava o Rio de Janeiro, por telefone. Inutilmente. Então fui à sala do diretor de redação, José Barrionuevo, e menti que o David tinha agendado um depoimento pessoal com Brizola, no Rio, à respeito da Legalidade.
Obtive as passagens, diárias e hospedagem. E lhe disse: "Só volta quando conseguir a entrevista".
David ficou três dias consecutivos de pé, na ante-sala do gabinete do governador. Fez amizade com os Secretários de Estado, com os Chefes da Casa Civil e Militar.
Brizola comanda a Legalidade no Piratini
E com o assessor de imprensa, Fernando Britto. Mas Brizola negava-se a falar sobre a Legalidade, assunto tabu desde que retornara do exílio, em 1979.
No terceiro dia, Brizola foi ao Copacabana Palace encontrar Nelson Mandela, Prêmio Nobel da Paz de 1993 e presidente da África do Sul entre 1994 e 1999. O assessor de imprensa enfiou David junto à comitiva. Eis o resumo da ópera:
"Logo que terminou a reunião me apresentaram como ‘aquele jornalista gaúcho que está há três dias de plantão para conversar com o senhor’.
Frente à frente com Brizola, mandei o discurso que trazia na ponta da língua:
- Governador, o Correio vai publicar uma série a respeito dos 30 anos da Legalidade. As novas gerações desconhecem o episódio que garantiu a posse de Jango. Como o senhor sempre fala da nova geração com entusiasmo, ela precisa conhecer a sua versão dessa história.
Brizola mal me olhou e respondeu seco: “Não quero mais falar desse assunto”.
Na mesma hora os assessores me afastaram e o Brizola se dirigiu ao helicóptero.
- Mas governador, se o senhor não falar, a série sobre a Legalidade será suspensa. O senhor é a Legalidade! - apelei.
O Brizola estacou o passo, pensou um segundo e disse, sem olhar pra trás:
- Fala com o Britto e vai pro Palácio.
A noite já ia alta, entrava a madrugada, quando finalmente Brizola respondeu as perguntas por telefone. Ele, em seu gabinete; e eu, na ante-sala.
Depois o governador exigiu ler as anotações antes de autorizar a sua publicação.
Fernando Britto datilografou tudo e jogou fora os originais. Enquanto encaminhava o texto ao governador, fui ao lixo e roubei as minhas próprias anotações.
Segundo o secretário, a autorização de Brizola seria enviada mais tarde, por fax.
De volta à Porto Alegre, relatei os fatos. Decidimos dar um peitaço e publicar a entrevista na íntegra, com ou sem o fax enviado pela assessoria de Brizola.
Para nossa sorte, na véspera de iniciar a série, chegou a autorização", recorda o David, aliviado com o desfecho. A reportagem lhe rendeu mais um Prêmio ARI.
Foram nove páginas, em sete edições. As quatro páginas iniciais, duas por dia, somente com a entrevista exclusiva de Brizola, a primeira em que ele falou a respeito da Legalidade depois de ter sido cassado pelos militares, em 1964.
Quando David foi contratado pelo jornal Zero Hora, o excelente jornalista Marcelo Rech era repórter. Em 1991, havia tentado entrevistar Brizola e só desistiu depois de receber a garantia de que o governador não daria nenhum depoimento à imprensa a respeito do episódio.
Na chegada à ZH, David ouviu as boas-vindas de Marcelo, curioso sobre o artifício utilizado:
- Agora me conta como é que tu conseguiste aquele ‘furo’ nos 30 anos da Legalidade?
David relatou do mesmo jeito que hoje escreve as suas deliciosas crônicas bem humoradas.
Marcelo Rech: diretor de ZH
Esse episódio faz parte de um passado distante. Depois, o David foi demitido da editoria de Política, por pressão do governo da época, mas deu uma espetacular volta por cima ao ser resgatado pelo próprio Marcelo Rech - já diretor de Redação -, para editor de Esportes, cargo que ocupa desde 1996.
Uma das lições que aprendi na vida é que o falso amigo se revela em uma função de chefia. É impressionante a metamorfose de que tais filhos da puta são capazes para se manter. O David é um raro sujeito que não mudou um milímetro no exercício do poder e, principalmente, ao lidar com a fama. Parece ainda morar no IAPI.
David entrevistado: nenhum estrelismo
Ele é um dos astros do apreciado "CaféTVCOM", ao lado de Tânia Carvalho, Tatata Pimentel, José Antônio Pinheiro Machado e Thedy Corrêa, no Canal 36 , onde discutem cultura e comportamento, com informações e muita saia justa.
E também faz graça no programa "Pretinho Básico", da Rádio Atlântida FM.
Em 1998, começou a escrever colunas no jornal - por sugestão de Marcelo Rech - e o sucesso foi imediato. Às quartas e domingos na Editoria de Esportes, às sextas na página 3 de ZH, e às segundas no Caderno "Meu Filho", onde relata as aventuras do pequeno Bernardo, desde a gravidez de Marcinha até o primeiro cocô duro.
A sorte de Bernardo: não é a cara do pai
Aliás, a crônica "Nasceu o Bernardo" lhe rendeu a menção honrosa no Prêmio ARI de 2007, certamente aquele que mais deixou orgulhoso esse pai coruja.
Atualmente a família Coimbra vive em uma mansão adquirida graças aos direitos autorais obtidos com a venda de seus 11 livros, dos quais “Jogo de Damas” já virou um fenômeno.
Não à toa. Nele, através de ‘profundo e meticuloso estudo científico’, o David concluiu: ao longo de 12 mil anos de civilização, as mulheres tornaram-se dominadoras da Terra.
"Elas nos manipulam com seu jogo de sedução. Graças ao poder que o sexo lhes confere, fazem de nós o que bem entendem. Miam para arrancar um pequeno favor, esmagam os ventrículos dos nossos corações com seus pequenos saltos", são alguns trechos que selecionei desse best-seller que esgotou-se rapidamente, graças ao tema pertinente para seu público-alvo.
Deu pra entender por que, mesmo perto dos 46 anos (28/4/62), o David ainda faz suspirar seu vasto séquito de admiradoras? E mantém amigos tão leais? *
* Em homenagem ao saudoso Geraldo Calixtro, laboratorista na Caldas Júnior, Última Hora e Zero Hora, mestre dos fotógrafos, que nos deixou esta semana.
** E também ao José Antônio Vieira da Cunha, fundador do site Coletiva.net, que completou 59 anos dia 20 de abril, ao lado da amada Eliete, em Armação.
Emanuel. O mais bonito deste post é a tua lealdade a um colega e amigo. Não convivi muito com o David, mas sempre que conversávamos tínhamos uma relação legal. O leio eventualmente, no meio de toda a minha peregrinagem pelos sites de jornais internacionais e brasileiros. Mas lembro bem do o livro que ele escreveu com o depoimento do Dexheimer sobre o caso do meu amigo José Antonio Daudt e achei corajoso que desse voz ao principal acusado pelo crime. Jornalismo tem esse tudo ou nada. De todo modo, a carreira do David está consolidada e ele desfrutad o resultado desta boa exposição que a principal mídia gaúcha lhe dá. Parabéns a ele, portanto. Aliás, acho que a última vez que encontrei com ele foi na antesala de um cinema do Moinhos Shopping, eu fui direto elogiar algo que ele havia escrito dias antes e lembro que fiquei muito desapontada porque a reação dele foi surpreendemente distante e esnobe para quem sempre fora muito cordial comigo. Mas, como eu estava fora de mídia, de repente, ele havia esquecido de mim.
Quanto à foto que colocaste com a Marcinha, me lembrou muito do Leandro, que foi um simpático colega de meus tempos de Variedades no Correinho. Onde anda Leandro?
bj grande
Boa pergunta, Maristela. Não vejo o Leandro Marshall há muitas luas, praticamente desde que saí do Correio do Povo, no início dos anos 90. Tenho uma vaga idéia de alguém ter-me dito que ele estaria em alguma cidade do Paraná, lecionando. Mas não boto fé, não. Quem sabe essa história recontada possa trazê-lo de volta.
E quanto ao ‘esnobismo’ do David, creio que foi exatamente isto: o David ampliou demais seu círculo de amizades (não foi à toa que citei seu fã-clube; quando estive na noite do lançamento de seu livro “Jogo de Damas”, a fila na Livraria Cultura era inacreditável).
O David às vezes parece ‘blasé’, mas é ao contrário. Conheço poucas pessoas tão cordiais e simpáticas. Não é indiferença, não. Nunca vi alguém que encare com tanta naturalidade críticas ou elogios. Vai por mim, querida. Beijão.
Emanuel
Convivi com o David naquelas coisas que a vida nos apronta. Acho que no início de sua carreira, lá pelos anos de 1990, quando meu companheiro, na época, era muito amigo da namorada do David (eu, meu ex-companheiro e a ex do David empregados de ZH). E, por ser uma pessoa extremamente sincera, tentou me alertar, certa vez, todos embriagados por muito álcool, de que as relações não são para sempre, que trair para os homens é coisa cotidiana e que as aparências enganam. O mestre Leonam, de que ele gosta muito, estava nesta churrascada. Depois, o tempo passou e ele é impiedoso. Hoje, penso que deveria ter ouvido o David, mas tudo bem. O que quero falar é que comecei a me encantar com as crônicas do David quando ele deixou tanto de falar em futebol e, principalmente, naquelas em que fala do Bernardo. Nestas, ao contrário de muitos pais, o David me dá a impressão de que será um ótimo pai. A minha filha, Gabriela, também é fã do David, no Meu Filho. Abusada, mandei um imeil (como ele fala) relatando isso e, para minha surpresa, ele respondeu amavelmente e mais tarde convidou para a sessão de autógrafos do Jogo de Damas. O que não reforça a tese da Maristela, até pq ele não precisava me bajular que não estava na vitrine e nem com nenhum amigo dele. Talvez tenha sido um momento de TPM (Tensão Pré-Marcinha). Agora, se eu já era sua admiradora, vou coordenar o fã clube. Poucos profissionais tem caráter e dignidade de falar e elogiar “personas” não gratas em Zero Hora, sendo um empregado da poderosa. Pois, o David elogiou o Emanuel, que eu tb não cansarei jamais de elogiar, sem temer represálias. Foi mais corajoso. Em seu blog já havia postado, no ano passado, um comentário sobre o Emanuel. Foi corajoso ao elogiar o seu chefe, Marcelo Rech, sem temer ser chamado de puxa-saco ou pelego. E, foi surpreendente ao citar o Mariano, um dos melhores textos do estado e por não ser “marqueteiro” ou não aderir tanto às panelinhas de alguns em ZH, às vezes, é esquecido. E, nossa, isto é uma coluna ??? Finalmente, concordo contigo, caro Emanuel, “o falso amigo se revela em uma função de chefia”. A metamorfose ou lavagem cerebral deles é capaz até de matar a mãe, vender o pai e demitir jurando que ainda vão tomar chope juntos.
Marcia querida:
grato pela tua generosidade, outra prova de teu belo caráter.
E, pra descontrair: conheci alguns sujeitos que, ao exercerem cargos de chefia, vendiam a mãe e depois não entregavam, rá!
Beijão.
Sem querer muvucar e já muvucando, respondo pra Marcia, que citou meu santo nome (!!!) defendendo o David que estaria numa fase meio complicada quando me encontrou e tal. Marcinha, querida, de quem me lembro naqueles idos de Correia, sempre docinha mas de um posicionamento firmésimo especialmente nas lidas sindicais (tenho saudades de ti, do Roberto, daquela época): abri a história aqui porque sei que sou uma pessoa num primeiro look bastante antipática e tenho uma certa ojeriza a paparicações públicas. Quando consigo sair da concha e fazer uma manifestação “em aberto”, de espírito digamos desprotegido (hahaha) é hora para celebração (minha, é claro). Por isso me incomodam algumas posturas fakes, mesmo que ocasionais. Acho bárbaro (ó, uma gíria do nosso tempo) que as pessoas do nosso meio se descolem do quase anonimato que os jornais e outras mídias impõem e façam o chamado sucesso. Fiz meus esforços, moi même: lancei dois livros, ganhei prêmios e acho que em momento algum mudei - continuei antipática mas querida (rs). Nosso querido David é um menino prá mim, e como tal tem direito a seus momentos de achaque, como diria Nelson Rodrigues (ou não diria?).
E lembro, aqui, de um cara que eu sempre achava um bundão, que era antipático como eu e que, numa viagem a trabalho, comigo, para o Rio de Janeiro, se revelou o maior parceiro de bate perna rua afora que se pode encontrar. Esse cara chama-se Roger Lerina, que conheci ainda dono de salão de beleza onde eu ia cortar as melenas e elogiar o que ele então eventualmente escrevia na ZH. Jamais vou esquecer e curtir os dias em que tomamos café na Confeitaria Colombo, invadimos a Biblioteca Nacional até em salas fechadas e exploramos o Rio Antigo.
Beijos, Marcinha. Você sempre estará nas lembranças desta velha jornalista. E no meu coração.
Maristela
Este post do Emanuel vai se tornar uma conversa entre nós. Não, caro Emanuel. Prometo que é o último pq tenho q escrever minha coluna e não é usual ficar batendo papo no blog dos outros (ahaha). Apenas para dizer para Maristela, minha colega de Coletiva, que foi feita uma pequena confusão entre as Márcias. Ela, carinhosamente (e eu peguei esse carinho, que não sou louca) respondeu pensando que a “missiva” (me puxei) havia sido escrita pela Marcinha Camarano, sim doce e de um posicionamento firmésimo sempre, minha colega agora de movimento sindical e quem admiro muito, uma das repórteres do Emanuel na ocasião do Prêmio Ari. Quem lhe escreveu sobre o David, mas respeitando demais a tua opinião porque te leio sempre no coletiva, é a Márcia Fernanda Peçanha Martins. Sim, a mãe da Gabriela Martins Trezzi, que ocupa o site coletiva às quartas-feiras e uma pessoa num primeiro look bastante antipática, no segundo look menos antipática, no terceiro look os amigos dizem que sou tímida, mas sempre querida e terna. bjs
heim: será que o David lê a polêmica ?
Márcia Martins e Maristela: sinto-me honrado em ter a presença de vocês duas, grandes jornalistas, em um debate sobre aspectos, pontuais ou não, do jornalismo, tendo o David como mote.
Às duas, respondo: mesmo que ele não tenha lido os coments, foi informado por esse missivista. E, de pronto, informo à Maristela: ele jura que não lembra de ti naquele encontro ocorrido no Shopping Moinhos. Minha conclusão é uma das tuas hipóteses que levastaste, Maristela: ele não te reconheceu, talvez porque vocês estavam há tempos afastados da convivência. Esse é um problema que ocorre em relação ao David e algumas pessoas de suas relações. Como ele está direto na mídia, os conhecidos fazem ligação direta. Mas ele, que viu o círculo de relações aumentar bastante, tem alguma dificuldade em assimilar a todos. Já vi isso ocorrer com o Paulo Sant’Ana, bem mais popular do que o David.
Enfim, conversar sobre jornalismo e jornalistas sempre faz bem.
Beijos.
Querido David. Depois desta prova viva de alzheimer com a marcinha (que horror, hem!), é melhor eu me recolher. hehehehe
Logo a marcinha, supermãe que eu admiro tanto e leio com tanto gosto.
Isso nem é desatenção. É afoiteza!
Mas todas as Márcias que conheço são doces e firmes.
Quanto ao querido David não me ter reconhecido, nooooooooosssa, amigo! É que, na época, ele estava muito bem acompanhado e eu com minha linda filhota. Vai ver, para evitar alguma ceninha de ciúmes, boba, até porque o David, até onde sei, sempre foi um sannnnto, então ele, por um subterfúgio de autodefesa (gostou do termo??) apagou minha identidade.
fica por isso mesmo.
e está encerrada a polêmica de minha parte, porque já tá ficando xarope, né?
este blog nem merece esta xaropada toda.
beiiiiiiiiiiiijo querido