Alfonsina y el mar
Enviado em 25 de Março de 2008
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos | Enviar por e-mail
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Mercedes Sosa interpreta a canção "Alfonsina y el mar" *
Por la blanda arena que lame el mar
Su pequeña huella no vuelve mas,
Un sendero solo de pena y silencio llego
Hasta el agua profunda,
Un sendero solo de penas mudas llego
Hasta la espuma.
Sabe dios que angustia te acompaño
Que dolores viejos callo tu voz
Para recostarte arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La cancion que canta en el fondo oscuro del mar
La caracola.
Te vas Alfonsina con tu soledad
Que poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
Te requiebra el alma y la esta llevando
Y te vas hacia alla como en sueños,
Dormida, Alfonsina, vestida de mar.
Cinco sirenitas te llevaran
Por caminos de algas y de coral
Y fosforecentes caballos marinos haran
Una ronda a tu lado
Y los habitantes del agua van a jugar
Pronto a tu lado.
Bajame la lampara un poco mas
Dejame que duerma nodriza en paz
Y si llama el no le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama el no le digas nunca que estoy,
Di que me he ido.
Te vas Alfonsina con tu soledad
Que poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
Te requiebra el alma y la esta llevando
Y te vas hacia alla como en sueños,
Dormida, Alfonsina, vestida de mar.
* Música composta em 1968 pelos argentinos Ariel Ramirez e Felix Luna para a escritora e poeta Alfonsina Storni que, aos 46 anos, vencida pela dor do câncer, na madrugada de 25 de outubro de 1938 caminhou para dentro do mar. Uma semana antes, ao chegar em Mar del Plata, enviou ao jornal "La Nación" seu poema de despedida "Voy a dormir".
Voy a dormir *
Dientes de flores, cofia de rocio,
manos de hierbas, tú, nodriza fina,
tenme prestas las sábanas terrosas
y el edredón de musgos encardados.
Voy a dormir, nodríza mía, acuéstame.
Ponme una lámpara a la cabecera;
una constelacíón; la que te guste;
todas son buenas; bájala un poquito.
Dejame sola: oyes romper los brotes…
te acuna un pie celeste desde arriba
y un pájaro te traza unos compases
para que olvides… Gracias.
Ah, un encargo:
si él llama nuevamente por teléfono
le dices que no insista, que he salido…
* Homenagem à Jussara, aniversariante de hoje

Linnnnndo poema e mais linda ainda a homenageada. Me manda o teléfono dela para eu dar um beijo via embratel naquela querida!
bj
Jacque
Um grande beijo, via blog, para a Jussara e meus parabéns pela foto do blog, meu amigo. Ficou déix, como diriam os cariocas.
bj
Jacque: espero que você tenha ligado pra ela. A Jussara é uma das mulheres com história de vida mais bonita que conheço, uma autêntica guerreira. Toda homenagem a ela é pouco. Beijão.
Maristela: Certamente a Jussara terá ficado feliz com o teu beijo. E grato pela observação sobre a foto. Tua opinião é preciosa. Beijo.
Desde os anos 70 ouço, volta e meia, esta música dos genais Felix Luna e Ariel Ramires, autores da Cantata Sudamericana (interpretada por por Mercedes Soza), e da Misa Criolla, entre tantas outras canções clássicas do cancioneiro latino-americano. Mas só agora leio a letra/poesia da música e o poema de Alfonsina. Não conhecia a história dela. É de chorar.
Abraços
Clovis
querido emanuel
desde ontem, ao ler o artigo do Pedro Macedo no coletiva, estou um pouco triste. hoje, 27/março, vim aqui, só prá te dizer que agora também já tenho blog (www.marcinhaprodigio.blogspot.com), ai, será que é assim. mas, terminei chorando ao ouvir esta pérola. um ex-chefe meu no jornalismo, diria que chorar comigo não conta pq sou manteiga derretida. vai saber. bjs
Clovis: a vida de Alfonsina Storni é uma saga. Encontrei ao acaso, ao percorrer sites diversos. Como adoro essa música - como tantos de nós, alíás - decidi reproduzi-la com as informações que considero essenciais. Serve para valorizar ainda mais a canção-homenagem composta por Ariel Ramirez e Feliz Luna. Forte abraço.
Márcia: teu email me inspirou a abrir meu baú e retirar de lá uma relíquia: a correspondência em que o Pedro Macedo enviou depois de ter recibo o 1º lugar no Prêmio ARI de Reportagem, em 1985, ao diretor-editor de ZH na época. Foi a forma que encontrei para descontrair as pessoas que ficaram, como nós, um pouco abaladas com o artigo “Substituição”, do Pedro. Grato pela ajuda, querida.