A Arte da Prudência
Enviado em 3 de Novembro de 2007
Publicado por José Emanuel Gomes de Mattos | Enviar por e-mail
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A 53ª Feira do Livro de Porto Alegre tem tudo para bater o recorde de público. Mais de 30 mil pessoas estiveram presentes ontem, Finados. Com 20% de desconto, sugerir bons livros é obrigação.
O primeiro que indico é "A Arte da Prudência", do jesuíta espanhol Baltasar Gracián y Morales (1601/1658), teólogo, filósofo e escritor que morreu exilado por sua obra nada ortodoxa aos padrões da época.
A Arte da Prudência é considerada uma resposta a "O Príncipe", de Maquiavel (1469/1527), oráculo da ciência política moderna, e a "O Cortesão", de Baldassare Castiglione (1478/1529), dois livros de cabeceira das Cortes da Europa no renascimento.
"Não é um tratado sobre a arte de governar, como a obra de Maquiavel, nem manual do saber viver, do refinamento, como o de Castiglione; é antes um vade-mécum do querer viver. O objetivo de Gracián é ajudar a navegar aqui embaixo e a moldar o destino", assinala Jean-Claude Masson.
Publicado em 1647, seus ensinamentos mantêm-se atuais. Para Arthur Schopenhauer, "A Arte da Prudência é uma pequena obra-prima do gênero. Destina-se a todos e a cada um, mas é, acima de tudo, suscetível de se tornar o manual dos que vivem no grand monde, em particular os jovens em busca da felicidade, ao antecipar ensinamentos que só obteriam depois de longa experiência.
Uma única leitura é insuficiente, pois ele desempenha o papel de um verdadeiro companheiro para toda a vida".
Comprem. Vale a Pena.
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