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O desbocado pimpolho nipônico: cala a boca, Magda!

Cena 1:

"Me caiu no colo um bebê japonês e, na minha volta, não havia nenhum japonês que valesse a pena. Então, não é meu, não é nosso esse filho que me caiu no colo. Mas quando um bebê é jogado no meu colo, não jogo no rio. Vamos achar o pai e a mãe. Esse bebê vai voltar para seu local de origem. Essas coisas requerem que a gente avalie o tamanho do inimigo."

Cena 2:

"Senhor Cônsul do Japão no RS, Haruyoshi Miura:

Quero pedir desculpas a cada um dos membros da laboriosa comunidade japonesa, em especial aos residentes no nosso Rio Grande do Sul, pelas interpretações que possam ter sido retiradas de expressão que utilizei em discurso político, no último final de semana.
Quero também reafirmar meu reconhecimento, meu carinho e sincera admiração pelo povo japonês e em especial pelos imigrantes e seus descendentes no Estado." 

A atrapalhada Magda, personagem de Marisa Orth em ‘Sai de baixo’

Merten, na Suécia, recorda Tuio Becker

…Viajei, porque na minha lembrança o Concerto de Aranjuez está ligado aos anos 60, a uma fase da minha vida que foi muito marcada pela experiência do filme ‘Os Aventureiros’, de Robert Enrico, com Alain Delon, Lino Ventura e Joanna Shimkus. Nunca revi o filme e a verdade é que ele não desfruta de uma reputação muito boa, mas naqueles duros anos 60 o ‘funeral submarino’ de Letícia, a personagem de Joanna, foi uma coisa muito séria na minha cabeça.

Cena do adeus a Letícia, ao som da música "Funeral Submarino"

Tuio Becker tinha o disco, no qual não me lembro mais qual instrumentista espanhol executava o ‘funeral’ e ‘Aranjuez’. Muito ouvi aquele disco e ontem, na Suécia, distante milhares de quilômetros de casa, encontrei a minha ‘madeleine’ e viajei em busca do tempo perdido. Com as imagens da juventude, os amores, vieram os amigos, o Tuio…" (Extraído do post Tuio, Khouri e a lembranca dos que foram, no blog de Luiz Carlos Merten)

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O time da final. De pé: Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar; Abaixo: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagalo (massagista Mário Américo)

Foi hoje, há exatos 50 anos, que esses heróis conquistaram a maior de todas as façanhas do futebol brasileiros em todos os tempos, ao golearem a Suécia por 5 x 2, no Raasunda Stadium, em Estocolmo, diante de 49.737 torcedores.

A ordem dos gols:  Liedholm, aos 4, Vavá aos 10 e 32 min do primeiro tempo; Pelé aos 11, Zagalo aos 23, Simonsson aos 35 e Pelé aos 44 min do 2º tempo..

Comandados pelo técnico Vicente Feola, o Brasil teve também os seguintes jogadores: Castilho, Mauro, Zózimo, De Sordi, Oreco (o único gaúcho), Moacir, Dino Sani, Joel, Dida, Mazzola e Pepe. Preparador Físico: Paulo Amaral.

O mundo assistiu, deslumbrado, ao nascimento do mito Pelé, um menino de 17 anos (faria 18 em 23 de outubro), o maior jogador que já surgiu no Planeta.

Foi nesse dia que os brasileiros perderam o "Complexo de vira-latas" como escreveu Nelson Rodrigues, autor da crônica, publicada na Revista Manchete Esportiva, em 31 de maio de 1958, dias antes da Copa. Vale a pena recordá-la:

Complexo de vira-latas

por Nelson Rodrigues

"Hoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: - "O Brasil não vai nem se classificar!". E, aqui, eu pergunto: - não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?
Eis a verdade, amigos: - desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional que nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-de-cotovelo que nos ficou dos 2 x 1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo em vão sobre a derrota. Dir-se-ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse "arrancou" como poderia dizer: - "extraiu" de nós o título como se fosse um dente.
E, hoje, se negamos o escrete de 58, não tenhamos dúvidas: - é ainda a frustração de 50 que funciona. Gostaríamos talvez de acreditar na seleção. Mas o que nos trava é o seguinte: - o pânico de uma nova e irremediável desilusão. E guardamos, para nós mesmos, qualquer esperança. Só imagino uma coisa: - se o Brasil vence na Suécia, e volta campeão do mundo! Ah, a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício.
Mas vejamos: - o escrete brasileiro tem, realmente, possibilidades concretas? Eu poderia responder, simplesmente, "não". Mas eis a verdade: - eu acredito no brasileiro, e pior do que isso: - sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno de um granadeiro bigodudo. Tenho visto jogadores de outros países, inclusive os ex-fabulosos húngaros, que apanharam, aqui, do aspirante-enxertado Flamengo. Pois bem: - não vi ninguém que se comparasse aos nossos. Fala-se num Puskas. Eu contra-argumento com um Ademir, um Didi, um Leônidas, um Jair, um Zizinho.
A pura, a santa verdade é a seguinte: - qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: - temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de "complexo de vira-latas". Estou a imaginar o espanto do leitor: - "O que vem a ser isso?". Eu explico.
Por "complexo de vira-latas" entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos "os maiores" é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Porque, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: - e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: - porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos.
Eu vos digo: - o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo. O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez que se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota. Insisto: - para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão."

belliniPerdemos o ‘Complexo de vira-latas’ em 29 de junho de 1958 quando o Brasil conquistou a todos com seu futebol encantado. Depois disso já ganhamos as Copas de 1962, 1970, 1994 e 2002. Mas nenhuma teve a magia e provocou tanta emoção quanto o Mundial de 58 na Suécia.

E sempre será recordado com saudade por quem o viveu. Aos jovens que não tiveram essa oportunidade, foi como disse o presidente Lula na recente homenagem prestada, no Palácio do Planalto, aos autores desse feito histórico: para nós equivaleu a chegada do homem à Lua. *

 

Bellini com a Taça Jules Rimet

* Dedicado ao amigo Pedro Macedo, que completou dez anos em 29/6/1958.

Roubo de Maçanetas, a chinelagem da moda

CLOVIS

A mais recente safadeza dos ladrões na capital gaúcha é o roubo de maçanetas dos portões de casas e edifícios. A seguir, as informações enviadas pelo amigo  Clovis Heberle, ex-colega em Zero Hora e que produz o blog Correcaminos:

"A foto acima é da fechadura da grade da minha casa, na rua Santos Neto, Petrópolis, Porto Alegre. Ela está sem a maçaneta do lado de fora, cortada com serra. O chaveiro me disse que é a nova onda dos ladrões da cidade. Ele informa que trocou quase 200 fechaduras, só no bairro.

Os ladrões vendem como ferro velho - R$ 8,00 o quilo. Dez maçanetas pesam mais ou menos um quilo. A cada cem maçanetas, 80 reais no bolso, no mole. De quebra, ainda levam tampas de bueiros e outros artefatos metálicos que achacam nas ruas.

Para reduzir - até acabar - a rapina de metais, fios de energia elétrica e de telefone (semana passada estavam roubando 80 metros de fios da Brasil Telecom), seria preciso controlar o comércio de ferro-velho. As empresas só poderiam comprar de pessoas identificadas, com identidade, CPF, endereço etc.

Se para comprar uma garrafa de vinho no supermercado com cartão de crédito eu preciso me identificar, por que este comércio rola frouxo, assim como os desmanches de carros, onde vão parar 99% dos veículos roubados?

Ah, o chaveiro me aconselhou a não trocar a maçaneta:

- Em uma semana eles vão lá e levam. Deixa assim, poupa a tua grana.

Pra quem não sabe, Petrópolis é um dos bairros mais residenciais e seguros de Porto Alegre. Esse é o cotidiano da cidade de ‘maior qualidade de vida do país’. Socorro!

Essa lei pode botar até padre na cadeia

O melhor cronista de Polícia de Porto Alegre, meu amigo Wanderley Soares - que festejou 69 anos em 15 de junho, mesmo dia e cidade onde nasceu o inacreditável Paulo Sant’Ana - escreveu um tópico em sua apreciada coluna, publicada no jornal O Sul, que tem jeito de deboche, mas pode virar tragédia.

Tudo porque o presidente Lula transformou em lei a MP 450, que prevê multa, suspensão da carteira ou até prisão para o motorista que estiver alcoolizado.

Reproduzo abaixo trecho de sua última coluna, cuja fina ironia beira a galhofa:

sacerdote1 "As blitze, ou seja, o sistema alemão de policiamento, continuará, inclusive com maior rigor. Não sei de onde sairá o maior rigor, pois o efetivo da Brigada é, a cada dia, menor, na proporção direta das missões que assume. Mas é certo que todas as pessoas que dirigem passaram a ser suspeitas de pinguços.

Um padre católico, por exemplo, que for pego dirigindo logo após a celebração da missa em que a liturgia lhe obrigou a beber sangue de Cristo, poderá entrar na estatística das abordagens como motorista alcoolizado", adverte com extrema sabedoria o atento Wanderley Soares.

A lei prevê que o índice tolerado inicialmente será de 0,2 grama por litro de sangue, o equivalente a um cálice de vinho para uma pessoa de 80 quilos.

sacerdote Aí é que vem o x da questão. Ocorre que, pela escassez de mão-de-obra, há domingos em que alguns padres celebram muitas missas, e em locais diferentes. Eles rezam em uma igreja, pegam o carro e se deslocam até outras paróquias. E assim sucessivamente, no decorrer do dia, a fim de que os católicos de diversas localidades possam cumprir com suas obrigações perante as leis de Deus.

Agora visualizem a cena: às 20 horas, depois de ter rezado meia dúzia de missas em um domingo qualquer, o sacerdote é detido em uma barreira e obrigado ao teste do bafômetro. Ele poderá ter bebido algo equivalente a seis taças de vinho. E se o policial for ateu ou ignorar como se dá o ato litúrgico? Dirá que a lei é para todos e prenderá o padre com roupa de paisano.

silva-lulaSe tal fato ocorrer, esse homem de Deus passará sério perigo misturado aos malfeitores. E até que alguma autoridade perceba a gravidade do erro, das duas, uma: ou o santo homem converte algum ‘pecador’ ou pode perder a ‘dignidade’. Isto porque, na péssima tradição das  cadeias, ninguém é dono do próprio corpo. Essa vai ser de doer. Que mico!

Sugiro, pois, uma retificação, antes que o presidente Lula seja excomungado. Taí a prova de que a tal lei draconiana tem furo e precisa de ajuste. Que baita tiro no pé!

Bem que Chico Buarque advertiu: falta o Ministro do ‘Vai dar Merda’ no governo.

Felipe Massa, com pinta de campeão

Massa festeja AFP Em 2005, o compositor italiano Cesare Cremonini gravou uma canção intitulada Marmelata, onde há um trecho que diz: "Ah! Desde que Senna não corre mais… não é mais domingo". Pois hoje, 14 anos depois da morte do mais fenomenal de todos os pilotos, o Brasil teve um domingo como nos bons tempos de Ayrton.

                                                              Massa lidera o Mundial pela primeira vez

 

85piquetko6Felipe Massa conquistou um feito que nem o fantástico Ayrton Senna ou o pioneiro Emerson Fittipaldi conseguiram. Até então, o único brasileiro com a França em seu currículo havia sido Nelson Piquet.

Nelson Piquet: vitória na França em 1985

 

massa,jpg Quando cruzou à frente, no circuito de Magny-Cours, Felipe Massa assumiu a liderança isolada do Mundial de Pilotos, fato que nenhum brasileiro havia obtido desde 1993, ano em que Senna chegou a liderar no começo daquela temporada que foi vencida pelo seu maior rival, o narigudo francês Alain Prost.

 

                                                             Bandeirada para Massa em Magny-Cours

Malásia_08_14 Embora apenas oito das 18 provas  tenham sido disputadas, é provável que eu quebre a cara, pois escrevi em 23 de março, "Não vai ser desta vez, de novo", depois que Massa cometeu um erro estúpido na Malásia, enquanto Kimi Raikonnen, da Ferrari, e Lewis Hamilton, da McLaren, disparavam na liderança.

GP da Malásia: Massa erra e abandona

 

06 No entanto, passadas seis provas admito: se há um favorito para o título, é Felipe Massa. Ao mesmo tempo em que Raikonnen volta a ser prejudicado pela fama de azarado - e que ano passado deu um tempo ao finlandês - o britânico da McLaren repete uma besteira após outra, para desespero de Ron Dennis.

 

                                                                Azar de Raikonnen: a Ferrari danificada

 

02 Ainda falta muito chão pela frente e em corridas de Fórmula-1 tudo pode acontecer - ainda mais esse ano em que os bólidos não têm controle de tração. Mas pela forma consistente com que pilotou nas últimas provas, pode-se afirmar: se mantiver a atual regularidade e correr de olho nos pontos, o título será de Felipe Massa.

 

Raikonnen: seis pontos atrás de Massa

bHá dois anos, como segundo piloto da Ferrari, Massa era obrigado a trabalhar para o multicampeão Michael Schumacher. Ano passado, com o alemão aposentado, cometeu bobagens nos primeiros GPs e o título caiu no colo de Kimi Raikonnen. Esse ano, recuperou-e de um início ruim e corresponde à expectativa de seu principal defensor, o presidente da Ferrari, Luca de Montezemolo.

                                                              Antiga rotina: Schumacher 1º; Massa 2º

 

09 Outra razão de alegria foi o sétimo lugar de Nelsinho Piquet. Depois de um início desastroso, em que sua substituição chegou a ser cogitada, marcou pontos pela primeira vez (é o 18º brasileiro graduado na história). Melhor ainda: superou na pista seu  companheiro da Renault, o espanhol bicampeão mundial Fernando Alonso.

 

Nelsinho roda a roda com Kovalainen 

    

nelsinho e alonso "Nelson fez uma corrida muito boa, sendo consistente e agressivo, e estou muito satisfeito de vê-lo somar seus primeiros pontos hoje", afirmou o exigente Flávio Briatore, gerente da equipe Renault, que possui em seu currículo ter administrado Michael Schumacher e Fernando Alonso no início de suas carreiras na F-1.

                                                               Façanha: Alonso ficou atrás de Nelsinho

 

massa5_afp_710 Resumo da ópera: a não ser que eu quebre a cara outra vez, finalmente temos boas razões para acreditar que nas dez provas que faltam no calendário da Fórmula-1 de 2008, para os torcedores brasileiros voltará a ser domingo, ao contrário do que diz a música de Cesare Cremonini.

Com Massa, a volta aos bons tempos

Bomba: Ronaldinho Gaúcho no Inter!

Ronaldinho Walter Toscano Peru

Ronaldinho Gaúcho, na charge do peruano Walter Toscano

Embora o inverno esteja quase a zero grau, nem todos dormem de touca. O jornalista amigo José Luis Prévidi foi o primeiro a divulgar a notícia, em seu site www.previdi.com.br, em plena manhã de sábado. Eis a íntegra do texto:

"Podem até desmentir, mas na madrugada de sexta-feira, o ídolo do Internacional de Porto Alegre, ex-presidente Fernando Carvalho, e o coisa-mais-querida dos gremistas, o ex-jogador, empresário de jogadores de futebol e traíra Assis conversaram por longas duas horas.
Os funcionários do Resort Vila Ventura, em Viamão, na Grande Porto Alegre, não entenderam quando a direção determinou que ficassem de plantão. Também comunicaram que o restaurante ficaria aberto. Por tempo indeterminado.
Por volta da uma hora da madrugada chegaram os dois personagens e foram direto para o restaurante. Fingiram que jantavam.
Meus informamtes, claro, foram os garçons, que os atenderam várias vezes.
E o assunto? Ronaldinho Gaúcho!!
RONALDINHO GAÚCHO NO INTER!!
isso mesmo, esse era o papo dos dois.
Havia na mesa um papel com o logo do Inter.
Ficaria por aqui, como o Adriano ficou no São Paulo. Disputaria o restante do Brasileirão e a Sul-Americana. Assis iria consultar a Nike.

Por volta das 3 horas os dois sairam dando risada."

Ao receber a informação, consultei o principal jornal esportivo espanhol, Marca.

O título da principal notícia referente ao Barcelona, clube atual de Ronaldinho é:

Ronaldinho y Etoo darán guerra à Guardiola. O resumo do texto é mais ou menos o seguinte: os dois craques do Barcelona pretendem responder às insinuações feitas pelo novo técnico do time catalão, o ex-jogador Guardiona, que, ao assumir oficialmente o cargo essa semana atacou os dois craques.

Já havia estranhado o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no dia seguinte ao empate entre Brasil e Argentina, quando anunciou - sem consultar Dunga, desafeto do craque gaúcho -, que Ronaldinho disputará as Olimpíadas pela seleção brasileira, além de pedir à torcida brasileira apoio ao jogador.

Ora, ninguém pede ajuda a um profissional que consta na lista das 50 personalidades mais influentes do mundo, segundo enquete recentemente divulgada. A não ser que ela tenha sido solicitada. Logo depois foi divulgado que Ronaldinho passará a receber auxílio exclusivo de Paulo Paixão, preparador físico da seleção brasileira, a fim de retomar seu condicionamento físico.

O detalhe é que o local escolhido seria o Estádio Beira-Rio. Mas para ser convocado, certamente Ronaldinho terá que participar de alguma partida.

Porém, ele está rompido com o novo técnico do Barcelona e o clube espanhol não aceita vendê-lo - ainda mais depois que Felipão recomendou a sua contratação ao Chelsea, time inglês que o contratou como técnico. A opção pelo empréstimo ao Inter será uma saída honrosa, tanto para o Barcelona, como para Ronaldinho, que poderá readquirir a condição física perdida depois do longo tempo afastado dos gramados e das inúmeras festas que participou.

Tudo, porém, pode ser mera especulação. O mais lógico teria sido uma reunião entre o ex-presidente do Inter, Fernando Carvalho, e Assis, para tratar do empréstimo do centroavante do Milan, Ricardo Oliveira, que na última temporada foi cedido pelo clube italiano ao Zaragoza e pretende retornar ao futebol brasileiro. Como Assis é procurador do jogador, o assunto teria ficado restrito à cessão do ex-atacante do São Paulo. E Ronaldinho, pura imaginação.

Mas como hoje é sábado e toda a imprensa gaúcha está de touca, desfrutem essa especulação, mesmo que seja apenas um sonho para a torcida do Inter.

Chico Buarque canta em Paris no show que virou CD, há 18 anos

O grande Chico Buarque de Hollanda, nascido em 19 de junho de 1944, completa hoje 64 anos. Pra quem gosta desse ícone da música popular brasileira, nada melhor do que revê-lo cantando em um trecho do vídeo     gravado em Paris, em 1990, intitulado "O pais da delicadeza perdida".

Cyd Charisse e Gene Kelly dão espetáculo em "Cantando na Chuva"

A história do cinema é pontuada por momentos mágicos. Este acima é um dos mais notáveis. Quando soube da morte da belíssima Cyd Charisse, lembrei imediatamente que o melhor crítico de cinema do país, companheiro na Folha da Manhã e Zero Hora, Luiz Carlos Merten, certamente escreveria algo memorável.

Bingo!

Com a devida licença, reproduzo fielmente o texto de seu festejado blog hospedado no site www.estadao.com.br. E ilustro com dois vídeos que são simplesmente deslumbrantes. Acima, com Gene Kelly; abaixo com Fred Astaire, os dois monstros sagrados dos musicais. Quem viu, viu. Mas quem não teve a chance, desfrute essa imagens. E apreciem o talento do dileto amigo Merten.

As pernas mais belas do Olimpo do musical

por Luiz Carlos Merten

Não sei se o cinema teve pernas mais bonitas do que as de Cyd Charisse. Não sei se as houve (houveram?) mais belas em toda a criação. Aquelas coxas mereceriam ser - e aliás foram - imortalizadas em números musicais memoráveis. Cyd Charisse morreu, aos 86 anos. Nasceu em Amarillo, no Texas, com um nome estranho (Tula Qualquer-coisa, Ellis ou Ellice, mas ainda havia um terceiro nome, tenho certeza). De formação clássica, ela estreou no cinema em 1943 e, no ano seguinte, já estava dançando num musical de George Sidney, ‘As Garçonetes de Harvey’, Em 46, ocorreu seu primeiro encontro com Vincente Minnelli, em ‘Quando as Nuvens Passam’, mesmo se o crédito de direção deste filme seja de Richard Whorf. Seus maiores momentos na tela foram em filmes de Minnelli, ou Stanley Donen. Lembram-se dela em ‘A Roda da Fortuna’ (The Band Wagon). Com Fred Astaire, Cyd caminha pelo Central Park e, de forma quase imperceptível, os passos vão virando dança. A cena era a preferida de Santiago, e João Moreira Salles a utiliza em seu documentário - admirável - sobre o mordomo da família Salles. Santiago via ali um ideal de equilíbrio, de harmonia. Foram três ou quatro musicais com Minnelli - ‘Ziegfeld’, o citado ‘Roda da Fortuna’ e ‘A Lenda dos Beijos Perdidos’, mais três ou quatro com Donen, incluindo o número com Gene Kelly que homenageia o show bizz em ‘Cantando na Chuva’. Chama-se ‘Broadway Rhythm’ e tem um momento em que Cyd e Kelly dançam o que parece um sonho. Cyd Charisse ainda passeou aquelas pernas maravilhosas por ‘Meias de Seda’, de Rouben Mamoulián, e dançou numa breve cena de ‘O Agente Matt Helm’, de Phil Karlson, nos anos 60, numa das inúmeras imitações que o cinema fez das aventuras de 007. Com Gene Kelly, a dança era mais acrobática; com Fred Astaire, era mais refinada e elegante, mas, com um ou com outro, Cyd era melhor quanto mais simples, quanto mais essencial fosse a coreografia. E ela não foi só uma grande bailarina. Foi também, ouso dizer, uma grande, uma maravilhosa atriz. Só duvidará disso quem nunca viu o deslumbrante ‘A Bela do Bas-Fond’ (The Party Girl), de Nicholas Ray, improvável fusão de filme de gângster e musical, ou então ‘A Cidade dos Desiludidos’ (Two Weeks in Another Town), em que Minnelli voltou aos bastidores do próprio cinema, revisitando, de novo com Kirk Douglas e Edward G. Robinson, o universo que abordara em ‘Assim Estava Escrito’ (The Bad and the Beautiful). Cyd humanizava, neste filme, uma personagem perversa que outra atriz - e outro diretor - tornariam antipática, quem sabe insuportável para o público. Confesso que sua morte me entristece. Outro dia já li que Paul Newman está terminal de câncer. Estão se indo todos os mitos de Hollywood, fora os que já foram. Tudo bem - a jovem Cyd Charisse estará sempre viva, e bela, imortalizada no celulóide. nos grandes filmes de Minnelli. Mas a tragédia é aquela que Wim Wenders já focalizou em ‘Nick’s Movie - Lightning Over Water’. O cinema é signo de vida porque permite às coisas e pessoas continuarem existindo como imagem, muito tempo após seu desaparecimento. Mas ele também é signo de morte, porque na eterna repetição da mesma imagem está, intrínseca, a negação da vida. Tenho em casa vários musicais, mesmo não sendo o maior fã do gênero. Não tenho ‘Roda da Fortuna’ - nem mesmo o ‘Santiago’ - para rever Cyd e Astaire no Central Park. Posso apenas sonhar com aquelas imagens, repassá-las na lembrança. Cyd era exuberante, Astaire era franzino perto dela, até porque ambos deviam ter a mesma altura - isso, se ele não fosse um pouquinho menor. Que importa? Dançando eles fazem do meu, espero que do seu, do nosso imaginário.

Cyd Charisse e Fred Astaire: inesquecíveis em "A Roda da Fortuna"

 

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